Retrospectiva 2015: A consolidação da Brazilian Storm e a queda de Spider marcam o ano esportivo

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A retrospectiva do FC Gols prossegue com os destaques esportivos do ano que está encerrando. Ano em que o MMA entrou em decadência com campeões sendo pegos por doping e por outro lado a confirmação da Brazilian Storm como novo fenômeno do surfe.

MMA: Ídolos em queda num ano de surpresas:

Para os amantes do MMA o ano de 2015 não deixará saudades. Um ano marcado por quedas de ídolos e uma nova face no esporte. Logo no começo do ano o campeão dos pesados Jon Jones foi flagrado em exame antidoping que deu positivo para cocaína. Ele pagou uma multa de US$ 225 mil e não foi suspenso. Já Anderson Silva acabou frustrando os fãs que esperavam sua volta depois de um ano afastado. Spider enfrentou Nick Diaz e venceu a luta, mas ele foi pego no antidoping antes e depois da luta e assumiu ter usado um suplemento para aumentar a potência sexual. Ele foi suspenso por um ano e a luta acabou sem vencedor.


Em junho o país ganhou um novo campeão: Fabrício Werdun venceu Cain Velásquez e unificou o título dos pesados e junto de Rafael dos Anjos são os dois brasileiros que detêm títulos no UFC, pois em dezembro José Aldo que vinha de uma invencibilidade de dez anos perdeu o título dos penas ao ser derrotado em apenas 13 segundos pelo irlandês Conor McGregor.



E ainda teve uma das maiores surpresas da história. A lutadora Ronda Roussey que vinha invicta foi derrotada de forma surpreendente por sua compatriota Holly Holm.

Tênis: A temporada quase perfeita de Djokovic e um brasileiro líder nas duplas:


No tênis mundial Novak Djokovic segue dando as cartas e em 2015 Nole teve um ano quase perfeito, pois venceu 11 torneios da série Masters 1000 e três dos quatro troféus de Grand Slam: Australian Open, Wimbledon e US Open, só não venceu um torneio, Roland Garros conquistado pelo suíço Stan Wawrinka. No ano Djokovic teve um desempenho espetacular vencendo 82 de 88 jogos num absurdo aproveitamento de 93,2% e lidera com folga o ranking da ATP com mais de 8 mil pontos sobre o inglês Andy Murray que teve como grande façanha a conquista da Copa Davis para o seu país depois de 79 anos. Entre as mulheres a melhor é a americana Serena Williams que lidera o ranking com certa folga sobre a romena Simona Halep, segunda colocada.


Depois de 14 anos o Brasil voltou a ter o melhor tenista, só que nas duplas. Marcelo Melo encerra 2015 como melhor duplista do mundo. Dentre os feitos alcançados no ano destaque para a conquista do título em Roland Garros, onde Guga conquistou três troféus ao lado do croata Ivan Dodig. No fim do ano ele desbancou os irmãos Bob e Mike Bryan que até então eram os melhores do mundo. Ao longo do ano Marcelo Melo obteve seis títulos e mais de R$ 3 milhões em premiações. O brasileiro Thomaz Belucci seguiu sua irregularidade, Mesmo assim segue no Top 40. O momento mais importante do tênis no Brasil no ano foi com João Souza, o Feijão que jogou quase 7 horas de uma batalha com o argentino Leonardo Mayer na Davis, pena que ele perdeu e o Brasil caiu pra repescagem.

Vôlei: Brasil fica devendo:


A temporada do vôlei brasileiro em 2015 deixou uma sensação de que ficamos devendo. A seleção brasileira masculina comandada por Bernardinho ficou de fora da final da Liga Mundial sediada em casa, pois foi eliminada no set average e a França foi a campeã. No Grand Prix feminino de vôlei a seleção de José Roberto Guimarães ficou com a medalha de bronze. O título ficou com a seleção dos Estados Unidos. Na Superliga masculina o Sada/Cruzeiro foi o campeão com destaque para o cubano Leal. No Mundial de Clubes o time mineiro se sagrou campeão ao derrotar o Zenit de Kazan, na Superliga feminina o time do Rio de Janeiro venceu pela décima vez a competição ao derrotar o Osasco na final. Nas areias o país segue soberano com ouro para Alison e Bruno e bronze para Evandro e Pedro Solberg e entre as mulheres Bárbara e Agatha ficaram com o título da modalidade.

Basquete: Flamengo soberano aqui e Golden State vence a NBA:


De 2008 pra cá o Flamengo é quem manda no basquete nacional. Foram cinco títulos nacionais, quatro deles no Novo Basquete Brasil e na decisão de 2015 o rubro negro venceu o Bauru na melhor de três partidas por 2 x 0 e conquistou mais um troféu. O time carioca depois recebeu o Orlando Magic em mais um amistoso com equipes da NBA e perdeu. O Brasília foi eliminado nas quartas ao perder para o Limeira, mas no fim do ano conquistou de forma dramática o tricampeonato da Liga Sul Americana derrotando o San Martin da Argentina. O Bauru conquistou a Liga das Américas.


No basquete da NBA o campeão da temporada foi o Golden State Warriors que voltou a ganhar o troféu depois de 40 anos. O grande nome da conquista foi Stephen Curry, considerado o MVP das finais. O brasileiro Leandrinho se tornou o segundo atleta do país campeão da NBA. Fora da quadra a notícia que mais chamou a atenção foi a descoberta de que o presidente da CBB Carlos Nunes usou o cartão corporativo para o pagamento de despesas pessoais.

Natação: Ana Marcela brilha e César Cielo amarga ano ruim:


A nadadora Ana Marcela Cunha se tornou o grande nome da natação em 2015. Ela ganhou três medalhas no Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan e conseguiu a classificação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Se para Ana Marcela o ano foi maravilhoso, para o campeão César Cielo um ano difícil. Operado do ombro esquerdo, Cielo abandonou o mundial de Kazan sem defender o título dos 50 m livre e depois de ser pai de um menino voltou em dezembro, mas na primeira seletiva também abandonou a competição. A menos de oito meses dos Jogos Olímpicos sua situação preocupa, pois ele tem apenas uma chance nas seletivas de abril.

Atletismo: Bolt volta a brilhar e doping derruba Rússia: 


Dentro da pista o grande nome do atletismo foi de novo o jamaicano Usain Bolt que voltou a brilhar no mesmo palco onde apareceu para o mundo sete anos atrás. Como nas Olimpíadas de 2008, Bolt arrebatou o ouro nos 100 metros e se sagrou tricampeão mundial da modalidade. Ele ainda foi tetracampeão nos 200 metros e consolidou o porque se tornou uma lenda do esporte. O Brasil obteve apenas uma medalha, prata para Fabiana Murer que esqueceu o trauma de sete anos e atingiu sua melhor marca com 4,85 m e só ela tem reais chances de medalha em casa. Fora da pista o fato mais importante do ano foi a descoberta de que a Rússia fraudou vários exames antidoping por vários anos. A IAAF presidida por Sebastian Coe suspendeu provisoriamente o país que corre o risco de ficar de fora dos Jogos Olímpicos do Rio.

Outros esportes: Isaquias brilha na canoagem e país decepciona no judô:


O canoísta Isaquias Queiroz provou em 2015 porque ele vem sendo apontado como uma esperança de medalha nas próximas Olimpíadas. Ele conquistou duas medalhas no Mundial da modalidade com bronze no C1 1000 m e ouro no C2 1000 m ao lado de Erlon Lima além de três medalhas nos Jogos Pan Americanos de Toronto. No judô o país obteve seu pior desempenho em 16 anos. No Mundial da modalidade em Astana, no Cazaquistão o país obteve dois bronzes com Erika Miranda e Victor Penalber. Na ginástica artística o país conseguiu a vaga por equipes entre os homens e desde 2009 ficamos de fora do pódio. A grande esperança era Arthur Zanetti,campeão olímpico e mundial das argolas, mas ele acabou ficando de fora da final.


No handebol o Brasil não foi bem nos mundiais. A equipe masculina caiu diante da Croácia nas oitavas e a seleção feminina que defendia o título conquistado dois anos atrás também parou nas oitavas ao perder para a Romênia que havia ficado em quarto lugar na fase inicial. Apesar da derrota o foco ainda é a Olimpíada, mas boatos apontam que a situação do técnico Morten Soubak ficou insustentável. França, no masculino e Noruega no feminino foram os campeões.

NFL: Brady brilha e dá o título aos Patriots:


O quarterback Tom Brady brilhou como nunca e foi o responsável pelo título do New England Patriots sobre o Seattle Seahawks na decisão do Super Bowl 49 realizado no estado do Arizona. Foi o quarto troféu da carreira de Brady.

FATO DO ANO: Brasil consolida hegemonia no surfe:


Se no ano passado o título inédito de Gabriel Medina foi obra do acaso, a temporada 2015 provou o contrário. A Brazilian Storm (Tempestade Brasileira) ficou mais forte e no fim a conquista histórica de Adriano de Souza, o Mineirinho que realizou um sonho de dez anos.

A temporada começou com o Brasil vencendo a etapa inicial em Gold Coast com Filipe Toledo, prosseguiu com Mineirinho faturando a etapa de Margaret River. Filipinho venceu a etapa brasileira levando a torcida à loucura. Filipinho ainda venceu em Peniche e chegaria à Pipeline com grandes chances de título, só que ele caiu diante do surfista local Mason Ho e deu adeus à disputa.


O grande rival dos brasileiros foi o australiano Mick Fanning, tricampeão mundial da modalidade. Fanning venceu as etapas de Bells Beach e Trestles e deu enorme trabalho aos brazucas, mas também foi protagonista de um momento dramático. Na etapa de Jeffreys Bay ele sofreu um ataque de tubarão branco e por sorte escapou de ser mordido. Na etapa de Pipeline competiu sob luto devido à morte de seu irmão, mesmo assim chegou até as semifinais.


Gabriel Medina teve um mau começo de ano onde chegou a estar em 20º, se recuperou, venceu em Hossegor e chegou á etapa final em Pipeline com chances matemáticas de vencer de novo. mesmo com Fanning e Mineirinho avançando ele passava pelas etapas com tranquilidade, mas com o avanço dos dois na semifinal, Medina acabou eliminado, só que ele chegou à final sendo superado pelo novo campeão.


Pipeline, no Havaí é a marca do surfe mundial e suas ondas perigosas e desafiadoras levam os surfistas à alta adrenalina. Pipeline foi o palco da decisão e quatro surfistas tinham chance de sair do Havaí como campeão. Filipe Toledo caiu na terceira fase e Medina na semifinal, mas ele ajudou o amigo Mineirinho ao eliminar Mick Fanning e restou à Mineirinho fazer sua parte e ele fez, derrotou Mason Ho e saiu da água como campeão. A final da etapa foi verde e amarela no duelo de campeões e para coroar o ano fantástico deu Mineirinho que bateu Medina e levou a etapa. Gabriel Medina ficou com o título da Tríplice Coroa Havaiana e teve mais. O potiguar Ítalo Ferreira foi o melhor calouro do ano, na WQS deu Brasil com o título de Caio Ibelli e ainda tivemos o título de Samuel Pupo,irmão de Miguel Pupo campeão no Sub 16. Em 2016 o país terá dez representantes no Circuito Mundial provando que o Havaí é aqui.