Retrospectiva 2015: Hamilton é tri da F1, Nelsinho Piquet vence Fórmula E, Dixon é tetra da Indy e Adeus a Bianchi e Justin Wilson. O ano dos reis das pistas


Agora no FC Gols a Retrospectiva 2015. Pra começar cheiro de gasolina toma conta da retrospectiva com o que de mais importante aconteceu nas pistas. Foi mais um ano de monotonia na categoria máxima com mais um ano de domínio da Mercedes, na Indy disputas até o fim, na NASCAR um campeão improvável e na Fórmula E o primeiro campeão é brasileiro.

Fórmula 1: Hamilton é tri e Mercedes segue soberana:
A Fórmula 1 viu de novo este ano ao domínio monótono de uma escuderia que vem dando as cartas na categoria. Como no ano passado a Mercedes sobrou de novo na turma e no fim das contas quem comemorou foi Lewis Hamilton que chegou ao tricampeonato numa temporada fabulosa. Hamilton chegou ao tri se igualando à Ayrton Senna, seu maior ídolo e que neste ano foi superado pelo inglês e pelo alemão Sebastian Vettel. Em seu primeiro ano na Ferrari o tetracampeão mundial conquistou três vitórias, apesar disso o carro da Ferrari não foi capaz de alcançar o poderio das flechas de prata.

Hamilton venceu dez corridas e marcou 11 poles. Sua tática era se manter na ponta e controlar a corrida, só que nas últimas três corridas do ano o alemão Nico Rosberg venceu o duelo direto ligando o sinal de alerta. Os motores híbridos de 6 cilindros foram outra arma da escuderia para se manter à frente dos rivais, da mesma forma a Ferrari soube usar a potência que foi fundamental para recuperar o terreno. A grande decepção foi a McLaren. O motor Honda não evoluiu como esperado e sues dois pilotos ficaram na rabeira. Um festival de quebras e punições deixou Fernando Alonso e Jenson Button completamente frustrados. E além do mais a equipe perdeu patrocinadores e o dinheiro foi minguando.


Já os brasileiros tiveram um começo bom, mas um ano frustrante. Felipe Massa, piloto da Williams começou bem tendo melhor desempenho sobre seu companheiro Valtteri Bottas, mas na segunda metade o seu desempenho caiu e Bottas cresceu levando vantagem no duelo interno entre os dois. Já Felipe Nasr teve uma estreia brilhante com o quinto lugar na Austrália, só que durante o ano o limitado carro da Sauber não lhe permitiu ir mais além e restou o consolo de ficar à frente do companheiro de equipe Marcus Ericsson.

A revelação da temporada foi Max Verstappen, que com ultrapassagens de arrojo brilhou à bordo do carro da STR. O fraco desempenho dos brasileiros se refletiu na pior edição do Grande Prêmio do Brasil na história. A pista de Interlagos foi reformada com um novo prédio foi palco de uma das piores corridas do ano, sem grandes emoções. A audiência da corrida foi superada pela Record. Aliás a Globo abandonou as transmissões dos treinos classificatórios. Este ano a emissora optou por mostrar os minutos finais do Q3, o que levou à reclamações por parte de Felipe Massa.

Indy: Dixon conquista título inesperado em ano de extremos:

Na Fórmula Indy a disputa foi até a última corrida e no final quem sorriu por último foi o neozelandês Scott Dixon da equipe Chip Ganassi. Dixon empatou em pontos com o colombiano Juan Pablo Montoya da Penske e levou o troféu por ter vencido três contra duas. 


A temporada de 2015 deveria ter começado no Brasil, deveria. A Brasília Indy 300 que seria realizada em 8 de março não aconteceu. O Autódromo Nélson Piquet vinha passando por reformas desde o fim do ano passado e no começo do ano a reforma andava à toque de caixa e os boxes foram demolidos, os ingressos começaram a ser comercializados, tudo ia bem até o Ministério Público entrar na conversa. O órgão constatou uma série de irregularidades nas obras e recomendou ao GDF que a reforma fosse imediatamente paralisada pois segundo o MP o contrato era considerado lesivo aos cofres públicos. O governador Rodrigo Rollemberg determinou e no dia 29 de janeiro o GDF anunciava o cancelamento da corrida. A notícia frustrou os fãs que compraram ingresso .Todos que compraram ingresso tiveram seu dinheiro de volta sendo ressarcidos. O Grupo Bandeirantes entrou com processo contra o GDF, mas até agora nada mais foi resolvido. O Autódromo de Brasília ficou praticamente destruído, a cidade ficou sem corridas e não há previsão de quando as obras serão retomadas. 

Na pista o ano foi equilibrado com nove pilotos diferentes vencendo corridas. Destaque para o veloz Josef Newgarden, ganhador de duas provas e Graham Rahal que levou a decisão para Sonoma. Os brasileiros não venceram nenhuma prova e passaram o ano em branco. Hélio Castroneves chegou à brigar pelo título, mas acabou ficando de fora terminando o campeonato em quinto. Tony Kanaan acabou o ano em oitavo. O kit aerodinâmico usado pela categoria causou grandes problemas na Indy 500 em que uma série de acidentes deixou todos preocupados: Hélio Castroneves, Ed Carpenter, Josef Newgarden e James Hinchcliffe sofreram sérios acidentes, o mais preocupante foi o de Hinchcliffe que teve uma lesão na coxa e não participou mais da temporada. Para 2016 a categoria terá novidades como as voltas das etapas de Phoenix e Elkhart Lake e a estreia da corrida de Boston. 

Fórmula E: Nelsinho Piquet vence campeonato dos carros elétricos:


Na primeira temporada da história a Fórmula E, categoria dos carros elétricos um brasileiro foi o campeão. Nelsinho Piquet se tornou o primeiro piloto campeão da nova categoria e sua trajetória não foi fácil. Ele quase ficou de fora e conseguiu uma vaga de última hora na equipe China. A sua primeira vitória foi no circuito de rua de Long Beach, da mesma forma que seu pai venceu sua primeira corrida na Fórmula 1 em 1980, depois ele ganharia a etapa de Moscou. Nelsinho protagonizou uma rivalidade com o compatriota e desafeto Lucas di Grassi, tudo por conta de uma fechada na etapa de Mônaco.

Na rodada dupla de Londres foi preciso a ajuda de um outro compatriota para que Nelsinho pudesse comemorar o título. Bruno Senna segurou o suíço Sebastién Buemi e ajudou Nelsinho a conquistar o troféu com um ponto de vantagem. A atual temporada teve três corridas disputadas até agora e o suíço Sebastién Buemi venceu duas: Pequim e Punta del Este com Lucas di Grassi vencendo a etapa da Malásia. O campeonato retorna em fevereiro para a sequência da temporada que só termina em julho com a rodada dupla em Londres.

NASCAR: E Buschinho chegou lá:


Quem poderia imaginar que nove meses antes de ser campeão Kyle Busch não conseguiria chegar lá, pois na abertura da Xfinity Series em Daytona ele sofreu um acidente grave e quebrou as duas pernas. A partir daí foram três meses de afastamento e uma recuperação longa, ao mesmo tempo se tornando pai de um menino. Ele voltou 11 corridas depois, pois sabia que a batalha seria longa. E foi na base da superação que Buschinho foi ultrapassando obstáculos, venceu quatro corridas e chegou ao Chase. Até aí tudo bem, pois sempre que chegava aos playoffs sempre fracassava, mas em 2015 foi completamente diferente. Buschinho passou pelas três fases sem grandes sustos e chegou à corrida final em Homestead como um dos candidatos ao título. E numa corrida brilhante, Buschinho venceu não só a prova como também se tornou o mais improvável campeão da Sprint Cup.

O grande nome do campeonato foi Joey Logano pela pilotagem agressiva. O piloto da Penske começou o ano com tudo vencendo as 500 milhas de Daytona e vinha numa fase sensacional no Chase quando venceu as três provas da fase Contender, foi quando sua sorte mudou. Na etapa de Martinsville foi tirado da prova por Matt Kenseth, numa vingança do que ocorreu duas corridas antes no Kansas quando Logano tirou de leve o rival. Kenseth acabou sendo punido com duas corridas de suspensão. A temporada de 2015 viu o adeus às pistas do tetracampeão Jeff Gordon que ainda venceu sua última prova em Martinsville chegando à decisão do campeonato. As decepções ficaram por conta de Jimmie Johnson que foi eliminado da briga pelo título na primeira fase do Chase e Tony Stewart, decepcionante o ano todo. Na Xfinity Series o campeão foi Chris Buescher e na Truck Series o campeão foi Erik Jones.

Truck: Leandro Totti segue soberano e vence seu terceiro campeonato em quatro anos:


Três títulos em quatro anos. De 2012 pra cá o paranaense Leandro Totti vem sendo o grande nome da Fórmula Truck. O piloto da MAN somou regularidade e talento para chegar ao tricampeonato da categoria. Os seus principais adversários foram Paulo Salustiano e Felipe Giaffone. Os dois pilotos endureceram o jogo, principalmente Giaffone que venceu três corridas e levou a decisão para a última prova em Londrina. Na decisão deu Paulo Salustiano, mas o título foi de Totti em pilotagem consciente.

Stock Car: Marcos Gomes é campeão num ano de surpresas:


Numa temporada regular, a melhor da carreira Marcos Gomes finalmente conquista um título. A Stock Car em 2015 foi dele. Correndo pela equipe Voxx Racing, Marquinhos Gomes deu a volta por cima depois de ser suspenso em 2012 e venceu trêss corridas, em Curitiba, Campo Grande e Santa Cruz do Sul. O seu adversário na disputa foi Cacá Bueno que venceu também três provas, mas foi suspenso pela CBA devido à reclamações contra a entidade principalmente na etapa de Ribeirão preto onde xingou os comissários. Teve também dois casos de doping envolvendo os pilotos Raphael Matos e Lucas Foresti, flagrados no exame antidoping, sendo que Matos pegou dois anos de suspensão pois alegou estar em tratamento contra um tumor no ombro e Foresti pegou três provas, e as substâncias encontradas não foram divulgadas.

O ano foi marcado por um brutal acidente entre os pilotos Thiago Camilo e Felipe Fraga na etapa de Curitiba, o que fez com que a Vicar, entidade que promove e organiza o campeonato fizessem uma série de estudos para melhorar a segurança dos carros. A decisão do campeonato foi em Interlagos e após um toque na largada Marcos Gomes foi parar nos pneus, teve o carro avariado, mas ele contou com o azar de Cacá Bueno que também teve avarias no carro e o 23º lugar deu a Marquinhos Gomes o título da temporada, repetindo o feito do pai, Paulo Gomes que foi tetracampeão da categoria.

Ano polêmico na Moto GP:


A temporada da Moto GP foi excelente para o espanhol Jorge Lorenzo que seria o campeão no final da temporada, mas o que ficou marcado foi a confusão envolvendo o italiano Valentino Rossi e o espanhol Marc Marquez. Foi na etapa da Malásia quando Rossi tocou em Marquez que saiu da pista num acidente polêmico que fez com que o italiano fosse punido e na decisão em Valência ele saísse na última colocação. E foi em Valência que Rossi fez uma corrida brilhante, escalando o pelotão, mas não o suficiente para evitar o título de Lorenzo que chegou ao seu terceiro título mundial na categoria. 

Adeus para Jules Bianchi e Justin Wilson:





A morte voltou a fazer parte da Fórmula 1. 21 anos depois da morte de Ayrton Senna a categoria voltou a conviver com o fantasma. O francês Jules Bianchi se tornou a 47ª vítima fatal da história. Bianchi morreu nove meses depois de sofrer um estúpido acidente no Grande Prêmio do Japão do ano passado quando atingiu um guindaste que retirava o carro do alemão Adrian Sutil. Com o impacto o francês sofreu uma grave lesão cerebral e entrou em coma profundo. Bianchi corria pela equipe Marussia e marcou ano passado os únicos pontos da equipe em sua curta história com o nono lugar em Mônaco. O seu funeral na França reuniu seus colegas que demonstraram seus sentimentos de revolta.


Um mês depois outra morte estúpida deixou o automobilismo enlutado. Desta vez foi na Fórmula Indy durante as 500 milhas de Pocono. O inglês Justin Wilson vinha no bloco intermediário quando um pedaço do carro do americano Sage Karam atingiu sua cabeça e o impacto o deixou desacordado. Wilson entrou em coma e não resistiu morrendo um dia depois. Esta foi a primeira morte de um piloto desde a adoção do DW12.


Outras mortes na pista ocorreram com dois pilotos mortos durante etapa do campeonato de Superbike em Laguna Seca, nos Estados Unidos, ambos espanhóis. No Brasil tivemos um acidente impressionante de Pedro Piquet em Goiânia quando ele recebeu o toque de um adversário, perdeu o controle e capotou nove vezes. Apesar do susto ele teve pequenas escoriações. Ainda em Goiânia o piloto Joãozinho Treze teve um mal súbito durante prova de Superbike e ao passar reto em uma curva ele acaba morrendo no hospital.

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