Ainda não foi dessa vez


Em 1974, no último lance da prorrogação, Schwarzenbeck empata a partida e ajuda ao Bayern a conquistar seu primeiro título vencendo o segundo jogo por 4x0. Dois anos atrás, na última bola do tempo normal, Sergio Ramos empata a partida levando-a para a prorrogação, com vitória do Real Madrid por 4x1, conquistando "Lá Décima". Hoje, pela terceira vez, o meio da história foi diferente. Mesmo começando atrás o guerreiro Atlético de Madrid buscou o empate, e não foi a prorrogação, e sim nas penalidades, em que a orelhuda escapa das mãos Colchoneras.

A proposta do jogo foi totalmente invertida no início da partida. O primeiro gol de Sergio Ramos, diga-se de passagem impedido, fez com que o Real jogasse como Atlético, com uma disposição tática defensiva que impressionava, enquanto o Atlético deveria se portar como seus adversários, atacando mais. E a defesa do Real intransponível no início, foi ruindo aos poucos até que Carrasco (fez brilhante partida) deixasse o marcador novamente igual e de quebra desse um beijo em sua namorada. Griezmann, grande destaque dos Rojiblancos, ainda deu o luxo de desperdiçar um pênalti quando o seu time ainda estava perdendo. A partir daí vimos alguns erros do novo técnico Zidane que quase custaram o título dos Merengues.


O confronto passou e se assemelhou ao de dois anos atrás, só que o oposto. O Real jogou para segurar o placar, portanto com um time defensivo. O Atlético por sua vez estava com uma formação mais ofensiva. Contudo, apesar de tal situação a partida ficou no empate, inclusive mais equilibrada. Claro que tivemos as velhas faíscas envolvendo Pepe, além do pequeno confronto entre Sergio Ramos e Juafrán, este seria decisivo mais a frente. Na prorrogação, o cansaço físico do Real era evidente, e a falta de substituições, todas elas feitas em tempo normal, quase comprometeu a equipe que apostava em bolas paradas. Já o Atlético mesmo com um pequena vantagem não conseguiu marcar. Os brasileiros, acrescento aqui, fizeram ótimas partidas, tanto Luís Felipe no apoio pelo Atleti quanto Casemiro na marcação pelo Real.

Chegava então a decisão no pênaltis, o momento de aflição máxima. O lado que seria batido seria o da torcida do Real, mas isso pouco importou. Imagine pênaltis perfeitos?! Assim podemos classificar as cobranças desta decisão. Até Griezmann que havia perdido no tempo normal garantiu o seu. A perfeição foi tanta, que nenhuma bola foi para fora e nem defendida. Apenas Juafrán, já mencionado neste post, chutou a bola caprichosamente na trave esquerda de Návas. E na conversão decisiva, Cristiano Ronaldo que estava apagado no jogo bateu no canto oposto de Oblak, que teve bela atuação, entretanto foi muito mal nas cobranças, e saiu para comemorar "La Undécima".


Mais uma temporada passou e o Real se mantém soberano na Champions. O segundo colocado é o Milan, com "apenas" sete orelhudas. Já o Atlético bate na trave na terceira vez, e resta a pergunta: teria forças a ainda o valente Atlético de Madrid chegar novamente a uma final? Numa campanha brilhante, eliminando gigantes como Bayern de Munique e Barcelona, o que deu de errado na final contra o Real, cujo retrospecto recente era tão bom? A resposta para a segunda é tão difícil quanto para a primeira, mas o certo é que Diego Simeoni já escreveu seu nome na história do futebol. Já Zidane, além de ter conquistado como jogador e assistente, fatura sua primeira Liga como treinador. Festa na praça Cibeles, tristeza na Praça Cánovas del Castillo.

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