Amigos históricos e longe do tempo de glória; melhor para a não favorita

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O primeiro jogo deste dia colocou frente à frente dois países que já formaram um dos impérios mais fortes da Idade Moderna (não simpatizantes da história me perdoe), o Império Austro-Húngaro. E não foi só na história comum que estes dois reinos foram marcantes, mas no futebol também. A Hungria dispensa comentários, em 1954 com Puskas, Kocsis, Hidegkuti perdeu a final da Copa do Mundo, mas ganhou lugar de destaque como uma das maiores seleções de todos os tempos. A Áustria, com menos esplendor, teve seu auge também em 1954, tendo ficado em terceiro naquela ocasião.

Falando diretamente do jogo de hoje, sem lembrar de nenhum modo as equipes em seus respectivos ápices, foi muito similar à maioria das partidas até então desta Euro, com um time indo para o ataque e outro jogando fechadinho. A Áustria como era de se esperar começou o jogo pressionando. Alaba, destaque do Time Maravilhoso, logo no primeiro minuto mandou a bola na trave, dando a impressão nítida de vitória da Áustria. Contudo, conforme decorreu o primeiro tempo a Hungria começou a gostar do jogo avançando mais para o ataque, porém estava muito difícil das duas equipes criarem boas jogadas, tanto que as boas oportunidades saíram em lances de velocidade com enfiadas de bola.


No segundo tempo, a Hungria já jogava de igual para igual abandonando sua postura altamente defensiva, e numa jogada de tabela entre Kleinheisler e Szalai os húngaros abriram o marcador. Tal troca de passes foi algo raro de acontecer na partida. A partir daí a Áustria se desconstruiu e mesmo se lançando para o ataque não conseguiu balançar a rede do oponente. Situação piorou com a expulsão de Dragovic por reclamação. Os húngaros mantiveram seu padrão de jogo, e aproveitaram a vantagem numérica e num contra-ataque violentíssimo Stieber partiu em velocidade e mandou de cobertura num gol estilo Lionel Messi.
 
Esta vitória deve ser muito comemorada pelos húngaros ainda mais num grupo com Portugal como favorito. A Áustria se encontra em situação complicada, mas não está totalmente fora do confronto. Um dos principais responsáveis pelo triunfo húngaro foi o goleiro Király (40 anos e 74 dias) que blindou o gol no início da partida e de quebra bateu o recorde que pertencia ao alemão Lothar Matthaus (39 anos e 91 dias) como o jogador mais velho a disputar uma partida de Eurocopa. Agora é esperar para a próxima rodada, mas creio que pelo menos uma das partes do ex-império passe de fase, mas será muito difícil que qualquer uma delas avance muito longe na competição.