Primeiro dia tem medalha histórica no tiro, feito histórico na esgrima e decepção no judô


O Brasil iniciou sua participação na Olimpíada em casa e com medalha logo no primeiro dia. Uma medalha que esperou quase um século pra ser festejada no tiro esportivo, decepção dupla no judô e resultados históricos na esgrima feminina e ginástica masculina marcaram o dia.

Felipe Wu quebra hiato de medalhas no Tiro:

O Brasil estreou em Olimpíadas ganhando três medalhas no tiro esportivo, isso foi há 96 anos. O hiato acabou na tarde deste sábado no Complexo de Tiro de Deodoro. O sargento Felipe Wu de 24 anos escreveu seu nome na história olímpica brasileira com a medalha de prata na pistola de ar de 10 metros. O brasileiro passou no sufoco pela classificatória e foi pra final e aí ele provou porque lidera o ranking mundial da modalidade. Disputou a ponta tiro a tiro com o vietnamita Xuan Vin Hoang e à medida que um competidor era eliminado a medalha vinha se aproximando e no mata mata ele conseguiu 10.1, mas o vietnamita com um tiro quase perfeito assegurou o ouro.


Ele volta ao stand na quarta onde tentará um novo pódio na pistola de ar 50 m. Júlio Almeida terminou a prova em 13º lugar. A primeira medalha da Olimpíada saiu na carabina de ar 10 m feminino com a americana Virginia Thrasher, de apenas 19 anos e quatro de carreira. A brasileira Rosane Budag ficou em penúltimo lugar na classificatória e não foi à final.

Confira como foi a conquista da primeira medalha brasileira:

Nathalie Moellhausen faz história na esgrima:


Uma atleta nascida na Itália, mas brasileira por parte de mãe fez história na esgrima brasileira ao obter o melhor resultado no esporte. Nathalie Moellhausen foi até as quartas de final na espada feminina e acabou sendo eliminada pela francesa Lauren Rembi, antes passou pela americana Kelley Hurley e pela francesa Candassmy, que antes eliminou a brasileira Amanda Simeão, já Rayssa Costa foi até a segunda rodada sendo eliminada pela tunisiana Besbes.

Judô frustra na estreia:


O judô começou mal sua participação na Olimpíada. Sarah Menezes e Felipe Kitadai eram as esperanças de medalha na categoria ligeiro e ambos terminaram no sétimo lugar. Sarah tentaria o bicampeonato, ficou de by na primeira rodada e venceu na primeira luta a belga Charline Van Snick com um yuko, mas nas quartas de final a cubana Mestre Alvarez anulou a brasileira, forçou uma punição e venceu a luta com um shido e na repescagem sofreu uma chave de braço da atleta mongol Uranseteg dando adeus ao sonho da medalha. A judoca saiu da Arena Carioca 2 com uma luxação no cotovelo devido à força excessiva aplicada pela adversária.


Já Kitadai começou no sufoco sua participação vencendo o francês Kyhar nos últimos quatro segundos com yuko, na segunda luta venceu o alemão Tobias Engimaier também por yuko. Na terceira luta encarou o atleta do Azerbaijão Safarov que o venceu por ippon. Na repescagem ele tentou encaixar os golpes, mas sofreu um ippon do judoca Urozboev do Cazaquistão e também deu adeus à medalha de bronze. A campeã entre as mulheres foi a argentina Paula Pareto e entre os homens o russo Mudranov foi o campeão olímpico.

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