"No Fla-Flu é o Ai, Jesus"

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Uma final simplesmente espetacular, uma partida que deveria servir de exemplo para as demais, desde antes do apito inicial até a última cobrança. Um primeiro tempo repleto de gols e uma segunda etapa mais tática, arbitragem segura e precisa nos lances capitais, sem comprometer o resultado da partida e a torcida fazendo a festa do jeito como deve ser ,e claro, muitíssima emoção. Nos últimos anos, este foi sem dúvida o melhor exemplo prático da letra do hino rubro-negro: "No Fla-Flu é o Ai, Jesus".

Desde antes do clássico, tivemos uma atitude exemplar dos presidentes de ambas equipes, sobretudo de Pedro Abad, cartola tricolor, que tinha o direito de jogar a partida como mandante. Numa "partida" cheia de reviravoltas, foi decidido que o confronto teria torcida mista, mostrando uma mensagem de paz nos gramados num momento tão conturbado do esporte. Esta atitude como dito anteriormente foi muito bela e acrescentou ainda mais brilho para a partida que foi mais sensacional ainda.


Logo nos dez primeiros minutos do tempo inicial, dois gols. O primeiro marcado pelo Fluminense num contra-ataque violento de Wellington Silva, enquanto o Rubro-Negro empatou um pouco depois com Willian Arão. A virada veio com Everton logo após, mas Henrique Dourado deixou tudo igual de pênalti e Lucas virou para o Fluminense. Tudo isso apenas nos primeiros 45 minutos de jogo, lembrando dois confrontos épicos: o eterno Flamengo 5x4 Santos em 2011 e Fluminense 5x4 Grêmio no mesmo ano.


Pode ser que não foi com o mesmo número de gols que os jogos de 2011, contudo a emoção foi no mínimo similar. Numa segunda etapa mais tática, a fábrica de gols quase secou. Faltando menos de 10 minutos para o apito final, Guerrero, um atacante que não costuma fazer cobranças de faltas chamou a responsa e empatou (de novo) a partida num chute praticamente perfeito e poderia se tornar o herói do jogo. Naquela altura, o único vencedor era o juiz Wagner do Nascimento que em todos os lances foi preciso, numa partida com poucas faltas e apenas dois cartões amarelos, corretamente aplicados.


A decisão da final foi para os pênaltis, aí era hora de ver qual dos goleiros, que não tiveram muita felicidade do tempo normal, iria se sagrar. As duas primeiras conversões de cada time foram boas, mas quando chegaram nos zagueiros rubro-negros, tanto Réver quanto Rafael Vaz desperdiçaram suas cobranças (a primeira defendida por Júlio César) tornando o Fluminense campeão. Numa partida dos sonhos no sentido fora de campo, e equilibradíssima dentro das quatro linhas, as penalidades fossem talvez o modo mais justo de decidir o ganhador, e neste quesito o Flu foi 100%.