Investimento forte tem seu primeiro grandes revés

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Todos sabemos que os Estados Unidos da América é a maior potência olímpica do planeta. Durante o período da Guerra Fria, os estadunidenses ainda tinham a sombra da URSS que rivalizava fortemente nos esportes, contudo com o fim do mundo bipolarizado, o país americano se vê como o maior de todos na maioria dos esportes, sendo superado nas Olimpíadas até então apenas uma vez na China, em 2008, pelos donos da casa. Apesar dessa força descomunal, os estadunidenses não possuem tal peso no futebol, algo que vem tentando ser alterado e que vinha em evolução até essa semana, onde pela primeira vez desde 1982 não conseguem se classificar para a Copa do Mundo.

O resultado pífio veio de uma derrota para Trinidad Tobago aliada às vitórias de Honduras (repescagem) e Panamá (este já confirmado, estreante em copas) contra México e Costa Rica respectivamente. Tal vexame levou ao pedido de demissão no ex-treinador estadunidense Bruce Arena. É importante lembrar que na partida entre Panamá 2x1 Costa Rica teve um gol panamenho irregular não assinalado pelo árbitro.  De qualquer forma a culpa da eliminação está sobre os Estados Unidos e vamos mostrar o quanto ficar fora da Copa é péssimo.


Começando pelo trabalho que o país da bola oval tem feito para evoluir na bola redonda. Iniciando pela liga nacional, a MLS, que antes era apenas uma competição de futebol nacional, vem ganhando notoriedade a cada temporada que se passava. Um dos fatores que ajudaram e muito foram as contratações de craques pós-auge como Thienrry Henry, David Beckham, Frank Lampard, Robbie Keane, Steven Gerrard, Kaká dentre outros, o que atraiu os olhos do mundo para a liga estadunidense, que possui o formato similar às outras competições esportivas do pais. Também devemos ressaltar nomes nacionais importantes que alavancaram o esporte no país, como o atacante Landon Donovan, maior jogador da história do país, e o goleiro Tim Howard.

Além da chegada de astros do mundo da bola, a Major League Soccer teve um crescimento também de dentro. A média de público da MLS é a segunda maior das Américas e sétima do planeta com 22 mil pessoas por jogo; o Brasileirão tem apenas 16 mil. A liga até passou por um processo de transição complicado entre 2003 e 2006 ao adotar as regras da International Football Association Board, passando a jogar o futebol igual ao resto do mundo. Entretanto, passada a mudança, a liga futebolística continuou seu crescimento assim como a seleção que vinha sempre bem nas Copas, além de dividir o protagonismo na CONCACAF com o México.


Agora vamos falar sobre cifras, já que ficar de fora do Mundial também gera prejuízos financeiros. O primeiro é o dinheiro que os EUA deixa de ganhar por estarem na fase de grupos da Copa, algo entorno US$ 12 milhões (R$ 38 milhões). Sendo que a FOX barrou a mais tradicional ABC e desembolsou cerca de US$ 415 milhões (R$ 1,7 bilhão) para aquela que seria a maior cobertura da Copa do Mundo no país até o momento. Todavia, a FIFA e a Rússia também saem prejudicadas, afinal de contas, os estadunidenses são um dos que mais movimentam a economia com a compra de ingressos e viagens turísticas.

Passado a vergonha, o planejamento agora é para daqui a quatro. O caminho está correto, no entanto é importante corrigir os erros para voltar ao Mundial do Qatar em 2022. Visto isso, parece que o sonho dos Estados Unidores se tornarem uma gigante do futebol disputando título com as seleções mais tradicionais está um pouco mais longe do se imaginava.

*Há uma teoria que fala que os EUA "quiseram" fica fora da Copa para não irem à Rússia, algo que considero apenas boato tendo em vista os prejuízos supracitado.s