Regras do Futebol - Os segredos do Tiro Livre Indireto dentro da área


Uma das regras mais acertadas dentre todas do futebol, mas pouco utilizada na prática é a regra que impede que o goleiro pegue a bola com as mãos após um recuo consciente do zagueiro com os pés. Tal regra permitiu uma avanço no futebol, não só pelo lance em si, mas também nos desenvolvimentos de habilidades até antes não muito importantes e que passaram a ter valor. Neste post vamos comentar como é o funcionamento desta regra pouco conhecida, mas que foi aplicada no jogão entre Flamengo x Fluminense neste domingo.

Futebol Clássico vs Futebol Moderno: Há um vencedor?

Começando um pouco sobre os efeitos colaterais, mencionados na introdução do post. Como os goleiros não poderiam mais utilizar as mãos após esses recuos, foi necessário utilizar os pés habilidade até antes sem importância, e hoje temos como o maior expoente desta evolução o goleiro alemão Neuer, que até ultrapassa o limite dos recurso, atuando como uma espécie de Líbero. Já na parte ofensiva, os atacantes passaram a pressionar os defensores a fim de provocarem o recuo de num possível erro, surgindo assim com maior intensidade o uso da marcação sob pressão.


Mas voltando especificamente para a regra é necessário ressaltar que apenas é infração caso o recuo seja com os pés é feito de propósito. Lances com toques de cabeça, barriga, canela são permitidos mesmo que intencionalmente. Contudo é importante lembrar que o zagueiro não pode ludibriar o árbitro, levantando a bola com os pés para recuar posteriormente. Nestes casos, independentemente da reação do goleiro, é marcado o tiro livre indireto com cartão amarelo para o zagueiro.


Marcada a penalidade, vamos para como deve ser feita a cobrança. Em via de regra, a bola deve ser posta no local onde o arqueio colocou a mão, contudo como não há tiro livre indireto ou bola ao chão dentro da pequena área, a cobrança é feita na linha paralela à linha de fundo (5,50m) mais próxima do loca da infração com dois toques. Nestes casos, os defensores podem ficar a menos de 9,15m de distância da bola. É permitido que os jogadores fiquem em cima da linha do gol.

Trecho retirado do Livro de Regras do Jogo 2016/2017 - Página 83 (tradução adaptada):

Um tiro livre indireto é concedido se um goleiro, dentro de sua grande área em qualquer uma das seguintes infracções:

  1. Controla a bola com as mãos por mais de seis segundos antes de soltá-la.

• Toca a bola com as mãos depois:

  1. Soltá-lo e antes de tocar em outro jogador
  2. Que foi deliberadamente tocado para o goleiro por um colega de time
  3. Recebê-la diretamente de um lançamento feito por um colega de time.

"No Fla-Flu é o Ai, Jesus"
Bom, com esta deixa da partida entre Flamengo x Fluminense começo aqui no blog uma série de postagem explicando as regras do futebol, algumas mais conhecidas popularmente e outras mais misteriosas e cheias de detalhes como esta. Até a próxima postagem!

"No Fla-Flu é o Ai, Jesus"


Uma final simplesmente espetacular, uma partida que deveria servir de exemplo para as demais, desde antes do apito inicial até a última cobrança. Um primeiro tempo repleto de gols e uma segunda etapa mais tática, arbitragem segura e precisa nos lances capitais, sem comprometer o resultado da partida e a torcida fazendo a festa do jeito como deve ser ,e claro, muitíssima emoção. Nos últimos anos, este foi sem dúvida o melhor exemplo prático da letra do hino rubro-negro: "No Fla-Flu é o Ai, Jesus".

Desde antes do clássico, tivemos uma atitude exemplar dos presidentes de ambas equipes, sobretudo de Pedro Abad, cartola tricolor, que tinha o direito de jogar a partida como mandante. Numa "partida" cheia de reviravoltas, foi decidido que o confronto teria torcida mista, mostrando uma mensagem de paz nos gramados num momento tão conturbado do esporte. Esta atitude como dito anteriormente foi muito bela e acrescentou ainda mais brilho para a partida que foi mais sensacional ainda.


Logo nos dez primeiros minutos do tempo inicial, dois gols. O primeiro marcado pelo Fluminense num contra-ataque violento de Wellington Silva, enquanto o Rubro-Negro empatou um pouco depois com Willian Arão. A virada veio com Everton logo após, mas Henrique Dourado deixou tudo igual de pênalti e Lucas virou para o Fluminense. Tudo isso apenas nos primeiros 45 minutos de jogo, lembrando dois confrontos épicos: o eterno Flamengo 5x4 Santos em 2011 e Fluminense 5x4 Grêmio no mesmo ano.


Pode ser que não foi com o mesmo número de gols que os jogos de 2011, contudo a emoção foi no mínimo similar. Numa segunda etapa mais tática, a fábrica de gols quase secou. Faltando menos de 10 minutos para o apito final, Guerrero, um atacante que não costuma fazer cobranças de faltas chamou a responsa e empatou (de novo) a partida num chute praticamente perfeito e poderia se tornar o herói do jogo. Naquela altura, o único vencedor era o juiz Wagner do Nascimento que em todos os lances foi preciso, numa partida com poucas faltas e apenas dois cartões amarelos, corretamente aplicados.


A decisão da final foi para os pênaltis, aí era hora de ver qual dos goleiros, que não tiveram muita felicidade do tempo normal, iria se sagrar. As duas primeiras conversões de cada time foram boas, mas quando chegaram nos zagueiros rubro-negros, tanto Réver quanto Rafael Vaz desperdiçaram suas cobranças (a primeira defendida por Júlio César) tornando o Fluminense campeão. Numa partida dos sonhos no sentido fora de campo, e equilibradíssima dentro das quatro linhas, as penalidades fossem talvez o modo mais justo de decidir o ganhador, e neste quesito o Flu foi 100%.

Futebol Clássico vs Futebol Moderno: Há um vencedor?


Chegamos ao terceiro e último post desta trilogia do FC Gols, comparando o futebol jogado antigamente com aquele disputado nos tempos de hoje. Como está no título, não podemos declarar um deles vencedor sobre o outro, mas sim algum com características superiores aos outros e vice-versa, que devem ser conciliadas a fim de criarmos um "novo" jeito de se jogar bola melhor do que as duas opções que temos atualmente.


Rendimento dentro do campo

Conforme o comparativo apresentado nos dois posts, vimos um aumento gigantesco na intensidade do esporte. Piques com velocidades máximas superiores, mais quilômetros percorridos por partida, acréscimo da capacidade respiratório além de outros dados. Percebe-se então que o jogador de futebol, precisa cada vez mais, ser um atleta. Claro que a genialidade e o dom ainda são muito importantes, mas eles não decidem partidas como faziam no passado. Hoje, cada jogador tem o seu papel e caso um falhe a estratégia poderá ser comprometida.


Assim, novas táticas foram surgindo. Posições que possuíam apenas uma função foram se flexibilizando e adquirindo novas características. O futebol passa a exigir muito mais dos jogadores o que acaba tornando o jogo mais bonito, pois uma intensidade maior na partida implica na criação de mais jogadas, gerando assim mais gols ou grandes defesas. Vimos portanto que dentro das quatro linhas o futebol atual é mais vistoso, não menosprezando o antigo que mesmo sendo um pouco mais cadenciado deixou como herança inúmeros lances geniais.


Condições de jogo

Esta talvez seja o ponto menos polêmico de todas as questões acerca deste embate. Assim como o rendimento dos jogadores, as condições melhoraram estupendamente. Bolas pesadas de couro que ficavam encharcadas em dias chuvosos deram lugares a bolas com o máximo de tecnologia. Claro que tem as exceções (como a Jabulani), mas mesmo assim são infinitamente superiores às do passado. O mesmo pode se aplicar às chuteiras, no tocante ao material usado na confecção até aos detalhes menores, o que permitiu que o jogo ficasse mais bonito.


O caso mais divergente de opiniões aqui é a tecnologia como fator de decisão. Apesar de algumas introduções como o chip na bola usado na Copa do Mundo de 2014 ainda há muito o que se fazer, tomando como exemplo outros esportes como o vôlei e o futebol americano. Apesar do conservadorismo de boa parte dos torcedores esta é uma evolução necessária a fim de impedir que o resultado dos jogos fiquem a mercê de erros que podem ser cometido pelos árbitros. Apesar deste atraso, óbvia a vantagem do futebol moderno nesse caso.


Financeiro

Aqui temos o oposto do quesito anterior: vantagem absurdamente superior do futebol clássico perante o atual. Esta é uma das principais bandeiras dos defensores do futebol antigo, o amor pelo clube. E este é um fato, grandes craques que brilhavam pelos seus clubes se tornaram ídolos, jogando com amor pela camisa deixando o dinheiro em segundo plano. Com a mercantilização do esporte, o dinheiro foi tomando espaço de tudo e todos e tornando o fiel da balança, gerando assim os famosos mercenários. Claro que é impossível tirar o peso do dinheiro no futebol atual, contudo é necessário recuperar o amor pelo manto recuperando o romantismo de outrora.


Arquibancadas

Outra área onde os fanáticos pelo futebol das décadas passadas se assentam para criticar o esporte atual. Com a preocupação com segurança, e na busca por maior conforto, regras e mais regras foram criadas e acabou que estas novas regulamentações atrapalharam a festa das torcidas. Um exemplo é a proibição dos jogadores irem comemorar com os torcedores nas escadas do estádios de Copa, sendo punido com cartão amarelo aqueles que cometerem tal ato.


Como se não bastasse a retirada dos sinalizadores (que tem até alguma razão) e da geral, mais regras são criadas na tentativa de melhorar a situação do público, mas em alguns casos como a segurança não tem dado certo. Houve uma melhora, contudo tentaram "progredir" tanto que acabaram estragando a festa que hoje se restringe a alguns mosaicos e cantos de torcida, mas bem menor comparando aos estádios europeus (muitas regras, mas com uma festa até que bonita) e aos demais sul-americanos (festa sem limites).


Bom, chegamos ao fim de mais um trilogia aqui no blog. Sabemos que ocorreram muitas mudanças, algumas para melhor e outras para pior o que gera esta divergência de opiniões na maioria das vezes opostas. E você, é adepto de qual desses modos de jogar futebol? Prefere a glamourizado e o romantismo do futebol clássico ou as inovações e a evolução do esporte apresentadas no futebol moderno?

Ele veio para ganhar... e ganhou


A contratação mais comentada na última janela de transferências no mundo da bola. O principal reforço de seu time, apesar de não ser o único. Conhecido por suas frases sinceras o craque chegou prometendo conquistar título, e assim como fez nas outras equipes por onde passou, a promessa foi cumprida. Num jogo eletrizante, o Southampton se agigantou, jogando até mesmo melhor que o Manchester United em boa parte do jogo, mas Ibrahimovic desequilibrou a partida fazendo o gol da vitória por 3x2. Ele chegou para ganhar, e já leva seu segundo título (o primeiro foi a Supercopa da Inglaterra).

O jogo foi disputado o que mostra uma característica peculiares do futebol inglês. Enquanto em outros países os gigantes tem vidas relativamente fáceis, na Inglaterra é difícil encontrar um jogo onde um time grande tenha deslanchado contra outra equipe pequena, o que mostra um nivelamento muito interessante. A final deste Domingo não mostrou ser diferente, um time pequeno enfrentando um gigante e um jogo equilibrado. O United não teve um início muito bom, possivelmente pela falta de entrosamento e troca de treinador, mas parece estar entrando nos eixos, sendo este o momento da arrancada para subir posições na liga.


Gabbiadini, do Southampton, vinha fazendo um jogo grandioso marcando os dois gols dos Saints, tendo tudo para ser a estrela da partida, mas saiu aos 37 minutos da segunda etapa e viu Ibra roubar sua posição. Além de abrir o marcador e fazer o gol decisivo, o sueco salvou uma bola em cima da linha no lance anterior ao terceiro tento (mostrando novamente como o Southampton foi gigante no confronto). Com o triunfo deste final de semana, o Manchester United chega ao seu quinto título da Copa da Liga Inglesa. O maior vencedor é o Liverpool que acumula oito taças. 

Água mole, pedra dura, tanto bate até que... tritura


Dois confrontos em mata-mata de Liga dos Campeões, 2013 e 2015. Mesma fase, quartas de finais, mesmas equipes em campo, mesma ordem de jogos. Assim podemos marcar o confronto entre catalães x parisiense, um jogo onde a tradição enfrenta o investimento financeiro. Também tivemos o mesmo duelo em 1995, mas com realidades muito diferentes. Agora em 2017, Paris Saint-Germain x Barcelona novamente se enfrentam em um mata-mata da Liga dos Campeões, desta vez nas oitavas de finais, e não foi só a fase que mudou, mas o resultado, pelo menos parcial, sofreu grande alteração.

Apesar do peso da camisa e com um elenco mais forte o Barcelona ruiu perante a um adversário numa noite inspirada. Com anos caindo prematuramente na fase de mata-mata, o PSG esperava que seu investimento tivesse um bom rendimento também fora da França, e após tentativas frustradas, duas delas em virtude do Barça, parece que o time da capital francesa finalmente não só furou como triturou a pedra no seu sapato. Um jogo que nem o mais otimista torcedor do PSG poderia esperar, um sonoro placar de 4x0.


O jogo foi uma verdadeira aula de futebol, e dessa vez o aluno era o Barcelona.O trio sul-americano do time francês (Lucas que entrou no segundo tempo, Dí Maria e Cavani, estes dois aniversariantes do dia) superou e muito o trio catalão. Principalmente no duelo entre "hermanos". Enquanto Dí Maria, foi a grande estrela do jogo, marcando duas vezes, Lionel Messi foi apagado pela defesa adversária, assim como seus companheiros de ataque. Cavani e Draxler completaram a goleada que deixa o Barcelona em péssimos lençóis, que poderiam ser piores se Ter Stegen não tivesse salvado a equipe em alguns lances.


Agora, o Barcelona necessita de um milagre, o mesmo que necessitava em 2013 após perder a primeira partida também 4x0, dessa vez para o Bayern de Munique, campeão da edição. Há três anos atrás, no duelo de volta tivemos outro passeio, vitória bávara por 3x0. Três anos se passaram e o Barça novamente se encontra preste a uma eliminação precoce. Para evitar tal desastre, é necessário um milagre histórico: até hoje das 185 eliminatórias europeias que começaram com 4x0 no jogo de ida, em nenhuma houve virada. Já sabemos que o trio MSN faz maravilhas, mas serão capazes de realizar milagres? Ou finalmente o PSG terminará o trabalho furando esta pedra em seu caminho?

Mais um motivo afastando as arquibancadas do público


No último domingo Flamengo x Botafogo realizaram um clássico sem o brilho de outros momentos. Com as duas equipes voltadas para a Libertadores, o duelo não teve muita expectativa, tanto que o alvinegro foi com time reserva para a partida. Dentro de campo vitória do Flamengo por 2x1, o que eliminou o Fogão, contudo a verdadeira derrota para todos aconteceu aos arredores do Engenhão. Numa nova briga dentre torcidas, o saldo desta foi pior: sete pessoas feridas e uma morta, o botafoguense Diego dos Santos.

Este não é o primeiro e está longe de ser o último caso de violência dentre "torcedores". Fiz este post dois dias após o incidente para levar a reflexão de qual ambiente esportivo estão deixando para os descendentes (no caso eu sou um descendente). Nas décadas passadas os estádios eram um local para levarem os filhos, onde a paixão por determinado clube era despertada assim como o amor pelo futebol. Fazia parte da cultura do brasileiro, principalmente das grandes capitais, o futebol aos domingos como canta a música "Domingo, eu vou ao Maracanã".


Contudo com a evolução da televisão (desde a qualidade do som e imagem até a variedade enorme de eventos simultâneos ocorrendo) aliada ao clima de violência que vem se alastrando pelos estádios, o público "correto" vem trocando a emoção das arquibancadas pelo conforto, e principalmente pela segurança, do sofá. É válido ressaltar que uma das principais consequências desta substituição moderna, e a maior presença do futebol internacional sobrepondo o brasileiro, levando os jovens a preferirem muito mais os clubes estrangeiros aos nacionais, uma vez que o único meio entre eles e as equipes é a TV, não participando diretamente na vida dos clubes.

Assim, o futebol brasileiro vem sendo estragado cada vez mais. Inclusive, este caos que vem se instalando nos estádios vem afastando cada vez mais o torcedor, fazendo com que o esporte perca o seu brilho, sendo este um dos principais argumentos contra o futebol moderno. São muitas as mudanças que devem ser feitas a fim de reverter este quadro crítico, para voltarmos com as arquibancadas que abraçavam as famílias num tradicional domingo de futebol

(acompanhe a trilogia aqui no blog que confrona).

Tensão, sufoco e emoção marcam empate vitorioso do Botafogo


Após a alteração no formato da Libertadores, a fase conhecida como "pré" foi subdividida em outras, e na segunda delas Botafogo x Colo Colo fizeram um confronto para definir quais das duas equipes passariam adiante na competição. Na partida de ida, o Fogão foi dominante em boa parte do jogo, chegando a abrir 2x0 tendo total controle da partida, contudo num desvio acidental no chute de Parede,s o time chileno descontou a cresceu na partida quase empatando o confronto. Final 2x1, com este gol fora de casa podendo decidir o confronto, e quase foi assim.

No jogo de volta, logo no início com um erro bobo na área botafoguense o Colo Colo abriu o placar e como havia marcado fora de casa ia avançado de fase. O panorama do jogo mudou totalmente, com uma formação voltada para o contra-ataque, o time Carioca teve que alterar totalmente sua estratégia, enquanto que o time chileno restava segurar a vantagem por muito tempo, usando todos os meios possíveis, inclusive a catimba. Após o gol, o jogo ficou equilibrado com o Colo Colo criando algumas chances e o Botafogo com um pouco mais de dificuldade na construção de jogadas.

Na segunda etapa, o dedo do técnico fez a diferença. O Botafogo voltou mais perigosos, contudo errando alguns lances infantis que poderia ter prejudicado a equipe posteriormente. Mas num contra-ataque (ironia pois esta era a estratégia para o jogo, antes de começar perdendo), o que mostra que o Colo Colo estavam buscando o gol e tentando segurar a posse de bola, o Botafogo empatou com Rodrigo Pimpão, numa bela jogada com trocas de passes, com participação de Rodrigo Lindoso e Guilherme (que haviam entrado), botando fogo literalmente no duelo.


Depois do gol o goleiro alvinegro Gatito caiu após ser atingido por um objeto que veio das arquibancadas (vergonha isso acontecer ainda). Bebendo do próprio mal, os chilenos acreditando ser uma catimba, tumultuaram a partida o que justificou os sete minutos de acréscimos, contudo de nada adiantou e segurando bem a pressão e criando jogadas (não aproveitadas) para matar o confronto, o Glorioso garantiu a classificação. Agora na terceira fase o clube carioca terá pela frente Independiente del Valle/Olimpia. 


Millonarios 1(2)x(4)1 Atlético-PR

Se a emoção não foi suficiente na partida citada acima, temos também o Atlético-PR que jogava pela mesma fase.  Após vencer no primeiro o Millonarios por 1x0, no jogo de volta o Furacão perdeu pelo mesmo placar. Como previa o regulamento: Disputa por pênaltis. Mesmo jogando em território inimigo Weverton e o travessão ajudaram se destacaram, e o time paranaense venceu por 4x2 nas penalidades. Na próxima fase o Atlético enfrentará Deportivo Capiatá/Universitário.

New England Patriots consegue virada "impossível" contra Atlanta Falcons e conquista o Super Bowl LI


O grande jogo começou diferente do que a maioria esperava. As defesas estavam fazendo boa partida, até o momento em que o ataque de Atlanta surpreendeu conseguindo pontuar enquanto sua defesa não permitia o mesmo para New England. A partida chegou a estar 28x3 para os Falcons, contudo a surpresa agora foi do lado dos Patriots. Comandados por Brady, a experiência pesou e o time de Boston conseguiu empatar a partida levando a decisão para prorrogação, onde novamente a tradição falou mais alto e New England venceu a partida, conquistando seu quinto Super Bowl.

No primeiro período, os dois times defensivos estavam fazendo um excelente trabalho, tanto que o quarto terminou zerado. Mas na volta para a segunda parte do primeiro tempo, Matt Ryan e seus companheiros conseguiram superar a defesa dos Patriots, assinalando o primeiro touchdown da partida. Já Brady não teve o mesmo sucesso, não conseguindo nenhum TD, apenas um Field Goal no finzinho do período, enquanto o Atlanta ainda chegou à endzone adversária mais duas vezes ainda no segundo quarto, uma delas com Robert Alford após interceptar Tom Brady correndo 82 jardas. Pausa para o intervalo com 21-3 Falcons.


Depois do HalfTime Show comandando por Lady Gaga, o que era ruim ficou pior para New England. Com a posse de bola, no início do segundo tempo, os Falcons anotaram mais um TD aumentando a vantagem para 25 pontos, vantagem esta que nunca tinha sido revertida em Super Bowl antes. Contudo, os Patriots finalmente conseguiram avançar até a endzone adversária marcando mais seis pontos, todavia as coisas pareciam estar todas contra New England, e no chute do extra-point Gostkowski mandou a bola na trave.


Mesmo com este erro incomum no extra-point e o off-side kick ter dado errado, New England não desistiu. Após uma campanha sem pontos de Atlanta, Gostkowski conseguiu marca mais um Field Goal. O ataque dos Falcons por sua vez não estava conseguindo pontuar, enquanto a defesa adotou a tática perigosa de "facilitar" passes curtos para gastar o tempo e manter a vantagem (talvez esse seja o motivo da derrota), todavia eles que o camisa 12 do outro lado gosta de jogar assim, e viram o abismo entre as equipes no placar se encurtar.

Os Patriots precisavam de dois touchdowns com duas conversões de mini-touchdowns (o que parecia impossível, principalmente com o erro no extra-point). Mas o impossível aconteceu. Com o fumble sofrido por Ryan, recuperado pela defesa de New England na linha de 25 jardas, Brady despertou o monstro que havia dentro dele e conseguiu mais um touchdown com conversão do mini-td. Ainda restavam seis minutos, o suficiente para os Patriots recuperarem a bola, com ajuda da torcida atrapalhando o ataque dos Falcons e numa campanha absurda de 91 jardas conseguir o touchdown acompanhando da conversão de dois pontos levando o jogo até então resolvido para o Overtime.


E dessa vez, o time não nadou e morreu na praia. Com a primeira posse de bola na prorrogação, os Patriots precisavam apenas de um touchdown para completar a reação heroica. Numa campanha irretocável, Brady não tomou conhecimento da defesa adversária (o oposto do início do jogo) e marcou o TD após corrida de James White, encerrando a partida e conquistando o quinto título de New England Patriots. Uma noite para entrar na história, não só do Futebol Americano, como também de todo o esporte.

Curiosidades acerca do Super Bowl LI - Um evento que não se limita apenas ao esporte


No primeiro post falando do Super Bowl LI, comentamos um pouco sobre as duas franquias que estarão duelando nesta noite na busca do título da NFL. Neste artigo, discorreremos sobre algumas curiosidades, principalmente ligadas à questão financeira, sobre o megaevento desta noite, que deixou de ser apenas um espetáculo esportivo, se tornando um grande show de entretenimento.

Começando pelos ingressos. Caso você queria assistir o jogo de pertinho, será necessário desembolsar uma quantia de dois mil dólares (R$ 6 290,00) segundo o site de reservas Stub Hub, para acompanhar a partida do "pior" local do estádio. Se você tiver condição financeira, e quiser assistir o evento de uma posição mais privilegiada, você poderá optar por um camarote com "comes e bebes", além de uma das melhores vistas para o campo. Nessas condições, um camarote fechado no NGR Stadium pode custar cerca de 434 mil dólares (R$ 1 300 000,00).


E não só os ingressos são caros, os segundos de propagandas durante o intervalo também são valorosos. A CBS, rede de televisão estadunidense por exemplo, ganhar 5 milhões de dólares (R$ 17 000 000,00) para cada 30 segundos de propaganda (em 1967 as cifras não ultrapassavam os 42 mil dólares). Tais valores absurdos tem explicação na procura por ingresso e audiência gigantesca que o Super Bowl recebe. Na edição do ano passado, cerca 112 milhões de pessoas acompanharam o evento somente dentro dos Estados Unidos, sendo o terceira maior recorde ficando atrás de 2014 e 2015, que tiveram 115 milhões de telespectadores em cada ano.


Os jogadores por sua vez recebem uma bolada. Segundo o jornal Boston Globe, cada atleta do time vitorioso vai receber cerca de R$ 332 000,00, enquanto cada participante do time derrota ganhará como consolação R$ 164 000,00. Já os artistas que se apresentam no Halftime show não recebem cachê, pois a exposição que o Super Bowl fornece já é o suficiente. Lembrando que neste ano, o show do intervalo fica por conta de Lady Gaga.

Saindo do meio financeiro e indo para os "comes e bebes" estima-se que 14,5 toneladas de batatas fritas, 1,25 bilhão de asinhas de frango, 1,8 toneladas de pipoca, 4 milhões de pizzas e 4 toneladas de guacamole são consumidas durante o jogo. Para beber, lá se vão "apenas" 50 milhões de garrafas de cerveja. Como dito no início do post, o Super Bowl é um evento que transcende o mundo esportivo.


O show será na casa do Houston Texans, no NGR Stadium, com capacidade para 71 795 pessoas. Esta será a terceira vez que a casa do Houston Texans recebe a final da NFL, tendo sediado também em 1974 e 2004. Os Falcons chegam em seu segundo Super Bowl, tendo perdido o primeiro em 1998 para o Denver Broncos. Já os Patriots possuem quatro anéis em oito partidas disputadas, tendo ganhado a última em 2015. A bola voa às 21h30min horário de Brasília, com Lady Gaga agitando o Halftime Show!

Acompanharemos o tempo real da partida em nosso twitter - @FCGols.

Hoje é o Super Bowl LI -Breve análise para New England Patriots x Atlanta Falcons


Hoje é o grande dia no qual descobriremos o novo campeão do Super Bowl. Em sua quinquagésima primeira edição, New England Patriots x Atlanta Falcons decidem o título da NFL. Neste post iremos discorrer brevemente sobre a campanha das duas equipes e a expectativa para o jogão desta noite. Também iremos postar um outro artigo falando sobre as curiosidades do megaevento desde Domingo.

Vamos começar pelas últimas campanhas de ambas as equipes. O New England Patriots que na temporada passada parou na defesa monstruosa de Denver Broncos na final de Conferência, neste ano não teve grandes problemas, mesmo sem Brady nas primeiras partidas, New England teve a melhor campanha na temporada regular com duas partidas tranquilas nos playoffs. Já o Atlanta, que no ano passado havia começado muito bem, mas não conseguindo chegar à pós-temporada, fez um excelente campeonato mostrando ser de fato a melhor equipe da NFC, principalmente após a grande final contra o Green Bay Packers.


Este duelo apresenta, pela 6ª vez seguida, o confronto entre o melhor ataque (Atlanta), e a melhor defesa (New England) da competição. Também estão presentes os dois melhores jogadores da temporada. De um lado o MVP da temporada regular Matt Ryan que em sua nona temporada na NFL chega à sua primeira final. Amigo de Brady, Ryan chegou a pedir conselho aos irmãos Mannings (conhecidos por serem carrasco do quarteback dos Patriot, Eli sendo o único a vencer Brady no Super Bowl e Peyton, eleito cinco vezes o melhor jogador.).


Do outro lado temos Tom Brady, o veterano de 39 anos que esteve no comando do ataque da equipe nos quatro títulos de New England, perdendo apenas duas vezes em Super Howl. Das 12 partidas em que esteve em campo na temporada regular, os Patriots venceram 11. Caso conquiste seu quinto título, Tom superaria nada mais nada menos que Terry Bradshaw e Joe Montana, sendo o primeiro a conseguir cinco anéis.

O jogo promete ser disputado. De um lado o Atlanta chega como uma novidade levando em conta a última temporada, com um time menos experiente (somando todos os jogadores temos apenas cinco aparições em Super Bowl) e com Dan Quinn no comando do time desde 2015 apenas, enquanto Bill Belichick está nos Patriots desde 2000 após uma aparição nos Browns na década de 90. Talvez por esses motivos, New England tenha um certo favoritismo, mas de qualquer forma o Atlanta pode surpreender novamente levando o primeiro título de sua história.


O show será na casa do Houston Texans, no NGR Stadium, com capacidade para 71 795 pessoas. Esta será a terceira vez que a casa do Houston Texans recebe a final da NFL, tendo sediado também em 1974 e 2004. Os Falcons chegam em seu segundo Super Bowl, tendo perdido o primeiro em 1998 para o Denver Broncos. Já os Patriots possuem quatro anéis em oito partidas disputadas, tendo ganhado a última em 2015. A bola voa às 21h30min horário de Brasília, com Lady Gaga agitando o Halftime Show!

Acompanharemos o tempo real da partida em nosso twitter - @FCGols.

Futebol Clássico vs Futebol Moderno: As mudanças até os dias atuais


Depois de um tempinho voltamos com nossa trilogia comparando ponto a ponto o futebol antigo com aquele que assistimos atualmente. No post inicial, mostramos as características do primeiro em diversos âmbitos, e agora neste artigo iremos colocar as diferenças apresentadas pelo futebol moderno em contraponto ao que foi mostrada no texto anterior.

Rendimento dentro do campo


No primeiro artigo trouxemos alguns números que retratam como era o desempenho dos futebolistas no passado, e estes dados serão comparados aqui. Atualmente, um jogador percorre cerca de 13 quilômetros por partida, com velocidade média de 15 km/h. A média VO2 (unidade de medida que avalia o volume máximo que uma pessoa consegue absorver dos pulmões em uma unidade de tempo) também aumentou, chegando a 65 mililitros por quilo a cada minuto. Os goleiros também evoluíram, e hoje eles possuem uma impulsão 15 cm maior quando comparada à dos anos 70.


Estas estatística mostram uma mudança de um jogo mais técnico e estático para um mais intenso, rápido e com desgaste físico bem maior. Parte dessa mudança está relacionada ao modo de se defender. Agora, não apenas a zaga e os volantes possuem essa função, mas também os meias e em alguns casos até mesmo os ataques (como o Atlético de Madrid de Simeoni). Esta reposição tem o custo da movimentação constante dos jogadores de frente, indo ao ataque e voltando para recompor a marcação.


A parte ofensiva também foi alterada significativamente. Hoje, além dos dribles inovadores e jogadas ensaiadas, há um número muito maior de esquemas que podem ser usados para quebrar a defesa congestionada. Um exemplo é o tradicional falso 9, que substitui o jogador grandão que briga nas bolas aéreas por outro com maior movimentação, saindo constantemente da área, deixando o time sem uma referência propriamente dita (como o Barcelona de Guardiola). Outra mudança que ocorreu foi na função dos pontas, que agora não se restringem a apenas cruzar, mas também exercem a função de finalizadores (como CR7 e Bale no Real Madrid).


Condições de jogo

Dos equipamentos rudimentares aos equipamentos recheados de tecnologia de ponta, assim se modificaram os instrumentos de trabalho no futebol. Vamos usar como exemplo a Brazuca, bola utilizada na última Copa do Mundo. Diferente das anteriores, seus gomos foram ligados por um processo que envolve calor, dispensando assim o uso de linhas e costuras, além de ter o grau de rugosidade alto, impedindo que a bola desvie da trajetória inicial devido a resistência do vento (o oposto ocorria com a Jabulani que sofria este efeito, chamado de knuckling effect). A Brazuca é revestida com poliuretano, material artificial que torna a bola impermeável, com isso a bola é a mesma em casos de chuva ou em dias quentes e secos.

E as chuteiras não ficam atrás nesta corrida. Os detalhes estão presentes desde às solas e amortecedores até o acabamento e o peso do produto. Há chuteiras feitas de material sintético ou mesmo de couro. Assim, além de ficar mais confortável, o calçado impede a queda no desempenho por fatores externos, como o peso já citado anteriormente, o desconforto que pode gerar lesões, a aderência com o gramado dentre outros. Assim, o futebol fica cada vez mais decidido pelo próprio jogo.


Apesar da grande evolução nos materiais esportivos, incluindo camisas, é possível ver a tecnologia empregada em outras ferramentas, desde a recuperação mais rápida até análise de desempenho dos jogadores. Contudo, há ainda espaços não preenchidos pelos aparelho tecnológicos, algo que parece estar mudando a partir da implantação do chip da bola indicado se foi gol ou não. A ajuda dos árbitros por meio de replays, alerta como este do gol, seriam infinitamente úteis em lances polêmicos diminuindo assim os casos de "roubo" e fazendo com que o jogo fosse justo.


Financeiro


Este talvez seja o grande ponto negativo do futebol atual. Se na década passada, a Europa era a única responsável por tirar nossos jovens talentos por meio do dinheiro, hoje o Oriente Médio e a China se tornaram as grandes protagonistas dessas compras. Assim, percebe-se que houve a perda do amor pela camisa do clube em troca do dinheiro, fazendo com que muitos torcedores perdessem a paixão pelo futebol. Fora o fato dos conhecidos como "mercenários", como Ronaldinho em seu retorno ao Brasil, tendo abandonado o Grêmio, Robinho que foi para o Atlético-MG, Guerrero tendo saído do Corinthians após se tornado um ídolo do time, Diego Tardelli tendo ido para o Shandong Luneng após uma temporada espetacular pelo Galo, fora os casos dos atletas internacionais. Tal realidade acaba atrapalhando o brilho do futebol.


Arquibancada

Com o aumento das medidas de segurança, muitos ingredientes rotineiros no passado foram deixados de lado, como os sinalizadores (que podem ser muito perigosos como no caso do menino, envolvendo o Corinthians) e a famosa geral, que é proibida em jogos de Copa do Mundo por exemplo. De tal forma, para muitos apaixonados por futebol, a linda festa que tinha antigamente está desaparecendo aliada à uma elitização do futebol, pois com os aperfeiçoamentos o ingresso se torna cada vez mais caro, o que impossibilita o acesso pelas massas. Estes motivos talvez sejam os principais pela campanha "contra o futebol moderno".

Terminamos aqui o segundo post desta trilogia falando sobre o futebol moderno com o qual convivemos. No último artigo da trilogia traremos qual é o vencedor e quais pontos podem ser conciliados para o bem do esporte mais amado do planeta!

The Best FIFA Football Awards 2016: Seleção do Ano; CR7 e Lloyd, os reis do futebol em 2016


Após a primeira postagem falando sobre a maioria das categorias do The Best FIFA Football Awards, deixamos esta segunda parte comentando sobre os principais prêmio: a Seleção do Ano, a melhor jogadora, e claro, o melhor jogador de 2016. No feminino, a estadunidense Carli Lloyd superou a brasileira Marta levando o prêmio pelo segundo ano consecutivo, enquanto Cristiano Ronaldo, vencedor da Bola de Ouro, confirmou o favoritismo levando para casa o quarto título.


The Best FIFA Women's Player

Com cinco premiações e quatro segundos lugares, a brasileira Marta a figurar entre as três melhores do planeta, mas dessa vez o posto de rainha do futebol ficou novamente com Carli Lloyd (20,68%), de 34 anos do Houston Dash. Além da brasileira que ficou na segunda posição (16,60%), a estadunidense superou a favorita Melanie Behringer (12,34%), do Bayern de Munique e da Seleção Alemã.


The Best FIFA Men's Player

Se no feminino tivemos surpresas, no masculino o favoritismo do português Cristiano Ronaldo deu certo. Com uma temporada repleta de títulos, dentre eles a Eurocopa inédita com Portugal, CR7 também conquistou a Bola de Ouro, entregue pela France Football. O jogador do Real Madrid superou o seu rival Lionel Messi, que ficou em segundo com 26,46% dos votos e Antoine Griezmann (7,53%) do Atlético de Madrid. Esta é quarta vez que o português fatura o prêmio, sendo o segundo maior vencedor da história.


FIFAPro World11

A Seleção dos 11 melhores contou com a presença esmagadora de jogadores do Real Madrid e Barcelona, sendo que estes, com dois brasileiros na lista, Daniel Alves pela sexta vez e Marcelona pela terceira. Confira a escalação: Manuel Neuer (GL); Daniel Alves, Gerard Pique, Sergio Ramos, Marcelo (ZG); Luka Modric, Toni Kroos, Andres Iniesta (MC); Lionel Messi, Luis Suárez, Cristiano Ronaldo (AT).

Terminamos então os posts falando sobre a maior festa de gala do futebol. Agora é vê-los brilharem novamente ou assistirmos novas estrelas surgirem neste ano.