Grêmio e seus adversários no Mundial de Clubes


Chegando o fim de ano e apesar da conclusão das competições domésticas, ainda temos emoção para esse término de ano, principalmente para os torcedores gremistas. Após quatro anos veremos mais um clube brasileiro atuando no Mundial de Clubes da FIFA. Nesse post farei um resumo da edição desse ano, que já começou, e falar brevemente das equipes além do possível adversário tricolor na final, o Real Madrid.

Depois de 2000 e a partir de 2005 começaram as competições deste nível organizada pela FIFA e todas com o mesmo modelo, oito times (campeões do torneio máximo das suas respectivas confederações além do campeão nacional sede), eliminatórias com o representante da UEFA e CONMEBOL já nas semi-finais. Na primeira fase temos o campeão da Oceania perante o campeão da sede. Nesta edição, o Al Jazira venceu por 1x0 o Auckland City (time que participou nove vezes da competição, recordista).

Chances de ficar fora da final?

Até o ano de 2010, todas as finais, incluindo os torneios pré-FIFA, as finais sempre foram entre os times europeus perante times sul-americanos até que o Internacional perdeu para o Mazembe no fatídico dia de 14 de Dezembro de 2010. O que parecia ser impossível se repetiu três anos depois, dessa vez com o Atlético-MG perdendo para o Raja Casablanca em 18 do mesmo mês. Ainda tivemos o Atlético Nacional ano passado, eliminado pelo Kashima Antlers. Entretanto no caso gremista acho muito difícil uma possível "Zebra Day" não só pelos motivos clássicos de todos os anos, mas também pelo bom futebol que o time gaúcho vem apresentando. 


Bom nenhuma dessa surpresas estão presentes nesta edição, o mais próximo disso é o Wydad Casablanca que enfrenta o Pachuca numas das quartas de finais. Inclusive acredito que o Pachuca possa oferecer muito mais riscos à classificação gremista do que o time marroquino, tendo em vista a qualidade técnica um pouco mais apurada dos mexicanos comparada a dos outros times, embora não seja vista essa superioridade em muitas das partidas do Mundial.

Já do outro lado temos Al Jazira x Urawa Reds e francamente, se a chance no Grêmio ficar de fora é ínfima, do Real Madrid é 90% menor e não necessita de nenhuma explicação além disso. Lembrando que ambas as partidas das quartas ocorrem neste sábado. Desse modo se em outras edições a chance de zebra era pequena, deste ano é menor ainda e provavelmente teremos outra final clássica entre brasileiros e europeus. A questão primordial, caso isso ocorra, é: como será a partida? Final como a do Santos ou similar a de outros times brasileiros nessa era FIFA Mundial?

P.S. Após um muito ocupado, espero postar mais vezes nesses dias aqui no blog, pedindo desculpas pela ausência nesses últimos meses.

Investimento forte tem seu primeiro grandes revés


Todos sabemos que os Estados Unidos da América é a maior potência olímpica do planeta. Durante o período da Guerra Fria, os estadunidenses ainda tinham a sombra da URSS que rivalizava fortemente nos esportes, contudo com o fim do mundo bipolarizado, o país americano se vê como o maior de todos na maioria dos esportes, sendo superado nas Olimpíadas até então apenas uma vez na China, em 2008, pelos donos da casa. Apesar dessa força descomunal, os estadunidenses não possuem tal peso no futebol, algo que vem tentando ser alterado e que vinha em evolução até essa semana, onde pela primeira vez desde 1982 não conseguem se classificar para a Copa do Mundo.

O resultado pífio veio de uma derrota para Trinidad Tobago aliada às vitórias de Honduras (repescagem) e Panamá (este já confirmado, estreante em copas) contra México e Costa Rica respectivamente. Tal vexame levou ao pedido de demissão no ex-treinador estadunidense Bruce Arena. É importante lembrar que na partida entre Panamá 2x1 Costa Rica teve um gol panamenho irregular não assinalado pelo árbitro.  De qualquer forma a culpa da eliminação está sobre os Estados Unidos e vamos mostrar o quanto ficar fora da Copa é péssimo.


Começando pelo trabalho que o país da bola oval tem feito para evoluir na bola redonda. Iniciando pela liga nacional, a MLS, que antes era apenas uma competição de futebol nacional, vem ganhando notoriedade a cada temporada que se passava. Um dos fatores que ajudaram e muito foram as contratações de craques pós-auge como Thienrry Henry, David Beckham, Frank Lampard, Robbie Keane, Steven Gerrard, Kaká dentre outros, o que atraiu os olhos do mundo para a liga estadunidense, que possui o formato similar às outras competições esportivas do pais. Também devemos ressaltar nomes nacionais importantes que alavancaram o esporte no país, como o atacante Landon Donovan, maior jogador da história do país, e o goleiro Tim Howard.

Além da chegada de astros do mundo da bola, a Major League Soccer teve um crescimento também de dentro. A média de público da MLS é a segunda maior das Américas e sétima do planeta com 22 mil pessoas por jogo; o Brasileirão tem apenas 16 mil. A liga até passou por um processo de transição complicado entre 2003 e 2006 ao adotar as regras da International Football Association Board, passando a jogar o futebol igual ao resto do mundo. Entretanto, passada a mudança, a liga futebolística continuou seu crescimento assim como a seleção que vinha sempre bem nas Copas, além de dividir o protagonismo na CONCACAF com o México.


Agora vamos falar sobre cifras, já que ficar de fora do Mundial também gera prejuízos financeiros. O primeiro é o dinheiro que os EUA deixa de ganhar por estarem na fase de grupos da Copa, algo entorno US$ 12 milhões (R$ 38 milhões). Sendo que a FOX barrou a mais tradicional ABC e desembolsou cerca de US$ 415 milhões (R$ 1,7 bilhão) para aquela que seria a maior cobertura da Copa do Mundo no país até o momento. Todavia, a FIFA e a Rússia também saem prejudicadas, afinal de contas, os estadunidenses são um dos que mais movimentam a economia com a compra de ingressos e viagens turísticas.

Passado a vergonha, o planejamento agora é para daqui a quatro. O caminho está correto, no entanto é importante corrigir os erros para voltar ao Mundial do Qatar em 2022. Visto isso, parece que o sonho dos Estados Unidores se tornarem uma gigante do futebol disputando título com as seleções mais tradicionais está um pouco mais longe do se imaginava.

*Há uma teoria que fala que os EUA "quiseram" fica fora da Copa para não irem à Rússia, algo que considero apenas boato tendo em vista os prejuízos supracitado.s

Nação deposita sua esperança em Guerrero


As Eliminatórias "regulares" chegaram ao fim, para o bem de algumas equipes, mal de outras e ainda esperança para poucas. Esse é o caso do Peru, a nação mencionada no título que tenta se classificar para uma Copa do Mundo, algo que não ocorre desde 1982 (20º lugar na ocasião), e aposta suas fichas no camisa 9 e maior artilheiro da seleção e de duas das três últimas Copas América. Após uma campanha, os peruanos conseguiram o quinto lugar, a frente de equipes mais tradicionais como o Equador e Paraguai, além de elencos mais fortes como o do Chile, avançando para a repescagem, onde enfrentará a Nova Zelândia com data que pode ser alterada.

Quando comecei a acompanhar futebol, tinha o Peru como saco de pancadas na América do Sul ao lado da Bolívia, esta de certo modo ainda continua. Entretanto, de 2011 para cá a seleção dos Andes tem tido um crescimento considerável, e muito disso se deve a Paolo Guerrero. O atacante que ganhou notoriedade aqui no Brasil após sua chegada ao Corinthians tem sido o grande nome desta seleção e nele estão depositadas as esperanças peruanas de retornarem a maior competição do planeta. Inclusive, no último jogo contra a Colômbia, foi e Guerrero o gol de empate que deu a classificação para a repescagem.


Guerrero é o maior artilheiro da história do Peru, com 34 gols. O posto de ídolo da atual geração já é certo, sendo um dos nomes mais importantes de um modo geral. A seleção peruana teve dois lapsos de sucesso, o primeiro na década de 30 com a décima posição na primeira Copa do Mundo (1930) e o primeiro título da Copa América (1939), com destaque para Teodoro Fernández, considerado um dos maiores nomes do futebol do Peru. Outro momento importante, mais do que o primeiro, veio na década de 70 através da geração de ouro do país, que levou a segunda conquista da competição continental (1975) e as melhores campanhas em Copas do Mundo (sétimo em 1970 e oitavo em 1978). O nome mais relevante desse intervalo de tempo é também considerado o maior ídolo da história do Peru, Teófilo Cubillas, que era também artilheiro antes da chegada de Guerrero.

Poderíamos citar outros jogadores como Palacios, Solano, Hugo Sotil (parceiro de Cubillas no Alianza Lima), Pizarro, nomes importantes para a história peruana. Alguns importantes em algum dos bicampeonatos da Copa América, outros entretanto nem chegaram a Copa do Mundo. O primeiro talvez ainda seja difícil para o maior ídolo pós-Cubillas, contudo o segundo é muito provável, e caso se concretize levaria Guerrero de um dos maiores jogadores da história como um dos ídolos de fato de todas as eras da Nação Peruana.

Até onde chegarão os islandeses?



A EURO de 2016 contou com o recorde países estreantes na competição, no total cinco, muito pelo fato da quantidade de equipes que disputaram a competição ser maior do que as edições anteriores (24x16). E dentre estes estreantes, estava a Seleção da Islândia que nunca participara de uma competição oficial antes. O país com um dos melhores IDHs do mundo conta com uma população de 330 mil pessoas (pouco mais de quatro Maracanãs) e jogadores que dividem o tempo entre a bola e atividades fora das quatro linhas. Apesar disso, os "vikings" continuam fazendo história e após uma EURO belíssima conseguiram nesta última semana a vaga direta para a Copa do Mundo.

Apesar de cair num grupo sem uma seleção de primeiro escalão, a Islândia enfrentou equipes complicadas tais como a Croácia, Turquia e Ucrânia. Apesar dessas adversidades, a seleção islandesa conseguiu fazer uma bela campanha, inclusive com o melhor ataque do grupo, algo destoante para o time que na EURO se baseava nas bolas longas e nos contra-ataques. Na última rodada, vitória sobre o modesto Kosovo por 2x0 carimbando o passaporte para o primeiro Mundial. Já a Croácia terminou em segundo e irá para a repescagem conhecendo seu adversário após o sorteio.


Tal feito é mais extraordinário ainda se formos analisar jogador por jogador. A maioria dos integrantes da seleção atuam fora do país, distribuindo-se por países como Noruega, Dinamarca, Suécia e Inglaterra. Apesar de alguns destaques individuais como Sigurðsson há algumas peculiaridades na equipe islandesa. O treinador atual também é dentista e divide o tempo entre a bola e o consultório. Já o goleiro Halldórsson, antes do sucesso, era cineasta e vivia disso, pretendo voltar após pendurar as luvas. Outro que poderia figurar nessa seleção seria Aron Johannsson, entretanto o atleta que possui dupla nacionalidade trocou a Islândia pelos Estado Unidos acreditando que na América teria maiores chances de ir para a Copa; ledo engano. Após sucessivas classificações, os estadunidenses ficam de fora da competição pela primeira vez desde 1986.


Mesmo com a aparição repentina, o time do Norte Europeu vem fazendo um trabalho a longo prazo muito bom. Com a construção de centros de treinamento com grama sintética (o clima não contribui muito para a natural) e o envio de diversos profissionais para fazerem os cursos da UEFA, o país incentivou bem a prática do esporte. A federação do país contratou o experiente sueco Lars Largeback que teve papel fundamental no período em que esteve na direção do trabalho, deixando Heimir Hallgrímsson em seu lugar que conseguiu manter o mesmo padrão. Os primeiro frutos vieram em 2011 quando a seleção sub-21 conseguiu pela primeira vez a classificação para a EURO da categoria. Em 2016 ocorreu a estreia na EURO para os profissionais, numa campanha derrubando gigantes como Inglaterra, os islandeses pararam nos donos da casa. E agora, talvez o ápice do esporte no país, a vaga para a Copa do Mundo.

Tal evolução nos gera uma dúvida: Até onde chegarão os islandeses? Um time sem grife, mas com muita organização tática tem a vaga na Copa como uma excepcional conquista;, o que vier agora é lucro. Será que este é o capítulo final dessa história ou poderemos assistir a uma Islândia similar a de 2016 ou até mesmo a incorporação de uma "Costa Rica" de 2014? Qual será o limite para os "vikings"?

Curiosidade: Na Islândia não existe sobrenome em si, na verdade o filho tem como "sobrenome" o nome do pai (ou em alguns casos da mãe) acrescido son para filho e dóttir para filha.

Supercopa da Inglaterra vencida pelo Arsenal tem nova fórmula de cobrança de pênaltis


A temporada europeia começa a engatinhar, e após os torneios que antecedem as principais competições do calendário 2017/2018, ocorrem as Supercopas pelo continente europeu, geralmente envolvendo o campeão da liga contra o campeão da principal copa do país (no caso da Supercopa da Europa, a disputa põe frente a frente o vencedor da Liga dos Campeões e o da Liga Europa). Para muitos, a Supercopa já é considerada um torneio de relevância, enquanto outros afirmam que é apenas um jogo de transição entre a pré e a temporada regular, mas não é disso que iremos tratar neste post, como afirma o título.

Após o empate em 1x1, a partida entre Arsenal x Chelsea foi para as penalidades. No meu caso, estava aguardando a clássica batida, alternada entre jogadores de ambas equipes, mas acabou que tal disputa adotou um novo esquema: o primeiro time (no caso o Chelsea) cobrava a primeira cobrança, logo em seguida, o Arsenal batia duas vezes, os Blues voltavam a ter duas chances e assim até o décimo pênalti, que seria batido pelos Gunners, algo que não foi necessário, já que na sétima cobrança (quarta do time vermelho) Giroud mandou para as redes decretando 4x1 nas penalidades (o Chelsea cobrou três convertendo apenas a primeira; Morata e Courtois disperdiçaram). Lembrando que caso houvesse empate, o esquema se manteria, no caso o Arsenal bateria, logo após o Chelsea. Se o empate se mantivesse, os Blues cobrariam primeiro, seguidos pelo rival e assim até a decisão finalizar.


Mesmo achando interessante, acredito que a mudança não seria tão drástica. Há aqueles que dizem que pênalti é loteria, momento no jogo, pressão, qualidade do batedor e preparo psicológica. Concordo com elas em medidas diferente, mas segundo a IFAB (Internacional Footbal Association Board), idealizadora da ideia, tal mudança geraria uma alteração significativa "A hipótese é de que o segundo cobrador do par fica sob grande pressão psicológica, porque se o primeiro cobrador tiver sucesso, um erro no segundo pênalti poderia significar uma derrota imediata para o seu time, especialmente do quatro par para frente."


Como dito anteriormente, acredito que apesar de não gerar consequências muito diferentes em relação ao estilo atual, eu particularmente curti a ideia e gostaria de vê-la em prática, ainda que seja um pouco complicado de a entender tendo em vista a realidade atual. Apesar de ter sido a primeira vez que vejo tal modelo, chamado de ABBA, inspirado no tie-break do tênis, posto em prática, já tinham ocorrido outros testes realizados pela UEFA. Ele foi colocado em prática na fase final da Eurocopa sub-17 masculina (Croácia) e feminina (República Tcheca). 

Alguns links úteis para quem deseja saber mais um pouco sobre esse assunto:



Regularidade x Instabilidade resultam em empate


A rodada deste Domingo foi marcada pelo confronto entre os quatro primeiros da tabela até o início do fim de semana, de um lado Grêmio x Santos do outro Corinthians x Flamengo, jogo sobre o qual iremos discorrer neste post. De um lado o Corinthians com uma campanha abusiva, jogando o melhor futebol do Brasil até o momento tendo também  o melhor time, do outro o Flamengo disputando a temporada em três frentes, além do Brasileirão, a Copa Sul-Americana e a Copa do Brasil, vindo de um classificação com um sufoco desnecessário.

O Corinthians é o time que vem exemplificando aquilo que essencial para um time que deseja brigar por título de pontos corridos. Uma regularidade gigantesca, com 80% de aproveitamento, e boa parte disso passar por Fábio Carile. O treinador que era dúvida no começo do ano vem sendo um dos melhores dessa nova geração, e a partir de uma defesa sólida, característica intrínseca no Corinthians desde Tite, foi construído um time excelente como um todo. A defesa é a melhor do Brasileirão e o ataque muito bom, que apesar de não aplicar grandes goleadas, é preciso e fatal em cada confronto.


Outro fator que merece atenção é a capacidade de jogar bem dentro e fora de casa. Apesar da torcida ajudar, o Corinthians não tem demonstrado essa necessidade mantendo o bom futebol também fora de seus domínios, algo essencial para o time que deseja ser campeão. Como senão bastasse essas características que justificam a posição que o Timão hoje ocupa, o clube paulista ainda tem grande vantagem em confrontos diretos, tendo vencido todos os integrantes do G4 (lembrando que o Palmeiras ultrapassou o Flamengo), sendo os jogos contra o Grêmio, que na época era considerada uma das "pequenas finais", e contra o Verdão fora de casa.

Podemos considerar o Flamengo como o oposto praticamente. O clube carioca começou na construção de um ataque forte e matador para depois construir a defesa, e não foi só o caminho que foi o contrário, enquanto o Corinthians já tem um time forte, o Rubro-Negro ainda não possui uma defesa certa. Até agora, Réver, Juan, Rodolfo (este lesionado) e Rafael Vaz se alternaram na dupla de zaga principal, fora o fato de ter três goleiros atuando como titular, sendo Diego Alves o mais cotado a assumir a posição. Esse é um dos motivo da temporada do Mengão não estar sendo como se esperava.


Um detalhe que passa por essa defesa insegura é a instabilidade rubro-negra, tanto nos campeonatos como dentro das próprias partidas. O jogo contra o Santos por exemplo, após um primeiro tempo muito bom a segunda etapa foi um desastre, exatamente o oposto contra o Corinthians, quando na metade final do duelo teve a chance de desbancar o invicto. Aliado a isso, tem-se os pontos perdidos dentro dos seus domínios, como a derrota para o Grêmio e o empate com o Palmeiras (1 ponto contra 6 do Corinthians) resultado também da instabilidade do time como um todo e de erros defensivos Zé Ricardo pode ter parcela da causa, mas mexeu bem em alguns jogos, mais especificamente nesta colocando Berrío, que começou a jogar bem, e Willian Arão que deram maior apoio ofensivo.

No jogo propriamente dito, vimos quase tudo citado aqui ocorrendo, o Corinthians sólido que apesar da pressão "pobre", pois vinha apenas de bolas aéreas (algo incomum pela grande qualidade e diversidade que a equipe do rubro-negra tem), segurou-se bem e manteve invencível até agora e o Flamengo, que fez um primeiro tempo horrível e uma segunda etapa, nas condições supracitadas, excelente. O empate acabou sendo ruim para o Fla que além de cair uma posição, vê a distância para o líder continuar grande. Para encerrar, infelizmente de forma lastimável, não podemos esquecer de mencionar o erro grotesco do bandeirinha Pablo Almeida da Costa, ao anular o primeiro corintiano que demonstra o nível da arbitragem brasileira atual.

Regras do Futebol - Os segredos do Tiro Livre Indireto dentro da área


Uma das regras mais acertadas dentre todas do futebol, mas pouco utilizada na prática é a regra que impede que o goleiro pegue a bola com as mãos após um recuo consciente do zagueiro com os pés. Tal regra permitiu uma avanço no futebol, não só pelo lance em si, mas também nos desenvolvimentos de habilidades até antes não muito importantes e que passaram a ter valor. Neste post vamos comentar como é o funcionamento desta regra pouco conhecida, mas que foi aplicada no jogão entre Flamengo x Fluminense neste domingo.

Futebol Clássico vs Futebol Moderno: Há um vencedor?

Começando um pouco sobre os efeitos colaterais, mencionados na introdução do post. Como os goleiros não poderiam mais utilizar as mãos após esses recuos, foi necessário utilizar os pés habilidade até antes sem importância, e hoje temos como o maior expoente desta evolução o goleiro alemão Neuer, que até ultrapassa o limite dos recurso, atuando como uma espécie de Líbero. Já na parte ofensiva, os atacantes passaram a pressionar os defensores a fim de provocarem o recuo de num possível erro, surgindo assim com maior intensidade o uso da marcação sob pressão.


Mas voltando especificamente para a regra é necessário ressaltar que apenas é infração caso o recuo seja com os pés é feito de propósito. Lances com toques de cabeça, barriga, canela são permitidos mesmo que intencionalmente. Contudo é importante lembrar que o zagueiro não pode ludibriar o árbitro, levantando a bola com os pés para recuar posteriormente. Nestes casos, independentemente da reação do goleiro, é marcado o tiro livre indireto com cartão amarelo para o zagueiro.


Marcada a penalidade, vamos para como deve ser feita a cobrança. Em via de regra, a bola deve ser posta no local onde o arqueio colocou a mão, contudo como não há tiro livre indireto ou bola ao chão dentro da pequena área, a cobrança é feita na linha paralela à linha de fundo (5,50m) mais próxima do loca da infração com dois toques. Nestes casos, os defensores podem ficar a menos de 9,15m de distância da bola. É permitido que os jogadores fiquem em cima da linha do gol.

Trecho retirado do Livro de Regras do Jogo 2016/2017 - Página 83 (tradução adaptada):

Um tiro livre indireto é concedido se um goleiro, dentro de sua grande área em qualquer uma das seguintes infracções:

  1. Controla a bola com as mãos por mais de seis segundos antes de soltá-la.

• Toca a bola com as mãos depois:

  1. Soltá-lo e antes de tocar em outro jogador
  2. Que foi deliberadamente tocado para o goleiro por um colega de time
  3. Recebê-la diretamente de um lançamento feito por um colega de time.

"No Fla-Flu é o Ai, Jesus"
Bom, com esta deixa da partida entre Flamengo x Fluminense começo aqui no blog uma série de postagem explicando as regras do futebol, algumas mais conhecidas popularmente e outras mais misteriosas e cheias de detalhes como esta. Até a próxima postagem!

"No Fla-Flu é o Ai, Jesus"


Uma final simplesmente espetacular, uma partida que deveria servir de exemplo para as demais, desde antes do apito inicial até a última cobrança. Um primeiro tempo repleto de gols e uma segunda etapa mais tática, arbitragem segura e precisa nos lances capitais, sem comprometer o resultado da partida e a torcida fazendo a festa do jeito como deve ser ,e claro, muitíssima emoção. Nos últimos anos, este foi sem dúvida o melhor exemplo prático da letra do hino rubro-negro: "No Fla-Flu é o Ai, Jesus".

Desde antes do clássico, tivemos uma atitude exemplar dos presidentes de ambas equipes, sobretudo de Pedro Abad, cartola tricolor, que tinha o direito de jogar a partida como mandante. Numa "partida" cheia de reviravoltas, foi decidido que o confronto teria torcida mista, mostrando uma mensagem de paz nos gramados num momento tão conturbado do esporte. Esta atitude como dito anteriormente foi muito bela e acrescentou ainda mais brilho para a partida que foi mais sensacional ainda.


Logo nos dez primeiros minutos do tempo inicial, dois gols. O primeiro marcado pelo Fluminense num contra-ataque violento de Wellington Silva, enquanto o Rubro-Negro empatou um pouco depois com Willian Arão. A virada veio com Everton logo após, mas Henrique Dourado deixou tudo igual de pênalti e Lucas virou para o Fluminense. Tudo isso apenas nos primeiros 45 minutos de jogo, lembrando dois confrontos épicos: o eterno Flamengo 5x4 Santos em 2011 e Fluminense 5x4 Grêmio no mesmo ano.


Pode ser que não foi com o mesmo número de gols que os jogos de 2011, contudo a emoção foi no mínimo similar. Numa segunda etapa mais tática, a fábrica de gols quase secou. Faltando menos de 10 minutos para o apito final, Guerrero, um atacante que não costuma fazer cobranças de faltas chamou a responsa e empatou (de novo) a partida num chute praticamente perfeito e poderia se tornar o herói do jogo. Naquela altura, o único vencedor era o juiz Wagner do Nascimento que em todos os lances foi preciso, numa partida com poucas faltas e apenas dois cartões amarelos, corretamente aplicados.


A decisão da final foi para os pênaltis, aí era hora de ver qual dos goleiros, que não tiveram muita felicidade do tempo normal, iria se sagrar. As duas primeiras conversões de cada time foram boas, mas quando chegaram nos zagueiros rubro-negros, tanto Réver quanto Rafael Vaz desperdiçaram suas cobranças (a primeira defendida por Júlio César) tornando o Fluminense campeão. Numa partida dos sonhos no sentido fora de campo, e equilibradíssima dentro das quatro linhas, as penalidades fossem talvez o modo mais justo de decidir o ganhador, e neste quesito o Flu foi 100%.

Futebol Clássico vs Futebol Moderno: Há um vencedor?


Chegamos ao terceiro e último post desta trilogia do FC Gols, comparando o futebol jogado antigamente com aquele disputado nos tempos de hoje. Como está no título, não podemos declarar um deles vencedor sobre o outro, mas sim algum com características superiores aos outros e vice-versa, que devem ser conciliadas a fim de criarmos um "novo" jeito de se jogar bola melhor do que as duas opções que temos atualmente.


Rendimento dentro do campo

Conforme o comparativo apresentado nos dois posts, vimos um aumento gigantesco na intensidade do esporte. Piques com velocidades máximas superiores, mais quilômetros percorridos por partida, acréscimo da capacidade respiratório além de outros dados. Percebe-se então que o jogador de futebol, precisa cada vez mais, ser um atleta. Claro que a genialidade e o dom ainda são muito importantes, mas eles não decidem partidas como faziam no passado. Hoje, cada jogador tem o seu papel e caso um falhe a estratégia poderá ser comprometida.


Assim, novas táticas foram surgindo. Posições que possuíam apenas uma função foram se flexibilizando e adquirindo novas características. O futebol passa a exigir muito mais dos jogadores o que acaba tornando o jogo mais bonito, pois uma intensidade maior na partida implica na criação de mais jogadas, gerando assim mais gols ou grandes defesas. Vimos portanto que dentro das quatro linhas o futebol atual é mais vistoso, não menosprezando o antigo que mesmo sendo um pouco mais cadenciado deixou como herança inúmeros lances geniais.


Condições de jogo

Esta talvez seja o ponto menos polêmico de todas as questões acerca deste embate. Assim como o rendimento dos jogadores, as condições melhoraram estupendamente. Bolas pesadas de couro que ficavam encharcadas em dias chuvosos deram lugares a bolas com o máximo de tecnologia. Claro que tem as exceções (como a Jabulani), mas mesmo assim são infinitamente superiores às do passado. O mesmo pode se aplicar às chuteiras, no tocante ao material usado na confecção até aos detalhes menores, o que permitiu que o jogo ficasse mais bonito.


O caso mais divergente de opiniões aqui é a tecnologia como fator de decisão. Apesar de algumas introduções como o chip na bola usado na Copa do Mundo de 2014 ainda há muito o que se fazer, tomando como exemplo outros esportes como o vôlei e o futebol americano. Apesar do conservadorismo de boa parte dos torcedores esta é uma evolução necessária a fim de impedir que o resultado dos jogos fiquem a mercê de erros que podem ser cometido pelos árbitros. Apesar deste atraso, óbvia a vantagem do futebol moderno nesse caso.


Financeiro

Aqui temos o oposto do quesito anterior: vantagem absurdamente superior do futebol clássico perante o atual. Esta é uma das principais bandeiras dos defensores do futebol antigo, o amor pelo clube. E este é um fato, grandes craques que brilhavam pelos seus clubes se tornaram ídolos, jogando com amor pela camisa deixando o dinheiro em segundo plano. Com a mercantilização do esporte, o dinheiro foi tomando espaço de tudo e todos e tornando o fiel da balança, gerando assim os famosos mercenários. Claro que é impossível tirar o peso do dinheiro no futebol atual, contudo é necessário recuperar o amor pelo manto recuperando o romantismo de outrora.


Arquibancadas

Outra área onde os fanáticos pelo futebol das décadas passadas se assentam para criticar o esporte atual. Com a preocupação com segurança, e na busca por maior conforto, regras e mais regras foram criadas e acabou que estas novas regulamentações atrapalharam a festa das torcidas. Um exemplo é a proibição dos jogadores irem comemorar com os torcedores nas escadas do estádios de Copa, sendo punido com cartão amarelo aqueles que cometerem tal ato.


Como se não bastasse a retirada dos sinalizadores (que tem até alguma razão) e da geral, mais regras são criadas na tentativa de melhorar a situação do público, mas em alguns casos como a segurança não tem dado certo. Houve uma melhora, contudo tentaram "progredir" tanto que acabaram estragando a festa que hoje se restringe a alguns mosaicos e cantos de torcida, mas bem menor comparando aos estádios europeus (muitas regras, mas com uma festa até que bonita) e aos demais sul-americanos (festa sem limites).


Bom, chegamos ao fim de mais um trilogia aqui no blog. Sabemos que ocorreram muitas mudanças, algumas para melhor e outras para pior o que gera esta divergência de opiniões na maioria das vezes opostas. E você, é adepto de qual desses modos de jogar futebol? Prefere a glamourizado e o romantismo do futebol clássico ou as inovações e a evolução do esporte apresentadas no futebol moderno?

Ele veio para ganhar... e ganhou


A contratação mais comentada na última janela de transferências no mundo da bola. O principal reforço de seu time, apesar de não ser o único. Conhecido por suas frases sinceras o craque chegou prometendo conquistar título, e assim como fez nas outras equipes por onde passou, a promessa foi cumprida. Num jogo eletrizante, o Southampton se agigantou, jogando até mesmo melhor que o Manchester United em boa parte do jogo, mas Ibrahimovic desequilibrou a partida fazendo o gol da vitória por 3x2. Ele chegou para ganhar, e já leva seu segundo título (o primeiro foi a Supercopa da Inglaterra).

O jogo foi disputado o que mostra uma característica peculiares do futebol inglês. Enquanto em outros países os gigantes tem vidas relativamente fáceis, na Inglaterra é difícil encontrar um jogo onde um time grande tenha deslanchado contra outra equipe pequena, o que mostra um nivelamento muito interessante. A final deste Domingo não mostrou ser diferente, um time pequeno enfrentando um gigante e um jogo equilibrado. O United não teve um início muito bom, possivelmente pela falta de entrosamento e troca de treinador, mas parece estar entrando nos eixos, sendo este o momento da arrancada para subir posições na liga.


Gabbiadini, do Southampton, vinha fazendo um jogo grandioso marcando os dois gols dos Saints, tendo tudo para ser a estrela da partida, mas saiu aos 37 minutos da segunda etapa e viu Ibra roubar sua posição. Além de abrir o marcador e fazer o gol decisivo, o sueco salvou uma bola em cima da linha no lance anterior ao terceiro tento (mostrando novamente como o Southampton foi gigante no confronto). Com o triunfo deste final de semana, o Manchester United chega ao seu quinto título da Copa da Liga Inglesa. O maior vencedor é o Liverpool que acumula oito taças. 

Água mole, pedra dura, tanto bate até que... tritura


Dois confrontos em mata-mata de Liga dos Campeões, 2013 e 2015. Mesma fase, quartas de finais, mesmas equipes em campo, mesma ordem de jogos. Assim podemos marcar o confronto entre catalães x parisiense, um jogo onde a tradição enfrenta o investimento financeiro. Também tivemos o mesmo duelo em 1995, mas com realidades muito diferentes. Agora em 2017, Paris Saint-Germain x Barcelona novamente se enfrentam em um mata-mata da Liga dos Campeões, desta vez nas oitavas de finais, e não foi só a fase que mudou, mas o resultado, pelo menos parcial, sofreu grande alteração.

Apesar do peso da camisa e com um elenco mais forte o Barcelona ruiu perante a um adversário numa noite inspirada. Com anos caindo prematuramente na fase de mata-mata, o PSG esperava que seu investimento tivesse um bom rendimento também fora da França, e após tentativas frustradas, duas delas em virtude do Barça, parece que o time da capital francesa finalmente não só furou como triturou a pedra no seu sapato. Um jogo que nem o mais otimista torcedor do PSG poderia esperar, um sonoro placar de 4x0.


O jogo foi uma verdadeira aula de futebol, e dessa vez o aluno era o Barcelona.O trio sul-americano do time francês (Lucas que entrou no segundo tempo, Dí Maria e Cavani, estes dois aniversariantes do dia) superou e muito o trio catalão. Principalmente no duelo entre "hermanos". Enquanto Dí Maria, foi a grande estrela do jogo, marcando duas vezes, Lionel Messi foi apagado pela defesa adversária, assim como seus companheiros de ataque. Cavani e Draxler completaram a goleada que deixa o Barcelona em péssimos lençóis, que poderiam ser piores se Ter Stegen não tivesse salvado a equipe em alguns lances.


Agora, o Barcelona necessita de um milagre, o mesmo que necessitava em 2013 após perder a primeira partida também 4x0, dessa vez para o Bayern de Munique, campeão da edição. Há três anos atrás, no duelo de volta tivemos outro passeio, vitória bávara por 3x0. Três anos se passaram e o Barça novamente se encontra preste a uma eliminação precoce. Para evitar tal desastre, é necessário um milagre histórico: até hoje das 185 eliminatórias europeias que começaram com 4x0 no jogo de ida, em nenhuma houve virada. Já sabemos que o trio MSN faz maravilhas, mas serão capazes de realizar milagres? Ou finalmente o PSG terminará o trabalho furando esta pedra em seu caminho?

Mais um motivo afastando as arquibancadas do público


No último domingo Flamengo x Botafogo realizaram um clássico sem o brilho de outros momentos. Com as duas equipes voltadas para a Libertadores, o duelo não teve muita expectativa, tanto que o alvinegro foi com time reserva para a partida. Dentro de campo vitória do Flamengo por 2x1, o que eliminou o Fogão, contudo a verdadeira derrota para todos aconteceu aos arredores do Engenhão. Numa nova briga dentre torcidas, o saldo desta foi pior: sete pessoas feridas e uma morta, o botafoguense Diego dos Santos.

Este não é o primeiro e está longe de ser o último caso de violência dentre "torcedores". Fiz este post dois dias após o incidente para levar a reflexão de qual ambiente esportivo estão deixando para os descendentes (no caso eu sou um descendente). Nas décadas passadas os estádios eram um local para levarem os filhos, onde a paixão por determinado clube era despertada assim como o amor pelo futebol. Fazia parte da cultura do brasileiro, principalmente das grandes capitais, o futebol aos domingos como canta a música "Domingo, eu vou ao Maracanã".


Contudo com a evolução da televisão (desde a qualidade do som e imagem até a variedade enorme de eventos simultâneos ocorrendo) aliada ao clima de violência que vem se alastrando pelos estádios, o público "correto" vem trocando a emoção das arquibancadas pelo conforto, e principalmente pela segurança, do sofá. É válido ressaltar que uma das principais consequências desta substituição moderna, e a maior presença do futebol internacional sobrepondo o brasileiro, levando os jovens a preferirem muito mais os clubes estrangeiros aos nacionais, uma vez que o único meio entre eles e as equipes é a TV, não participando diretamente na vida dos clubes.

Assim, o futebol brasileiro vem sendo estragado cada vez mais. Inclusive, este caos que vem se instalando nos estádios vem afastando cada vez mais o torcedor, fazendo com que o esporte perca o seu brilho, sendo este um dos principais argumentos contra o futebol moderno. São muitas as mudanças que devem ser feitas a fim de reverter este quadro crítico, para voltarmos com as arquibancadas que abraçavam as famílias num tradicional domingo de futebol

(acompanhe a trilogia aqui no blog que confrona).