Água mole, pedra dura, tanto bate até que... tritura


Dois confrontos em mata-mata de Liga dos Campeões, 2013 e 2015. Mesma fase, quartas de finais, mesmas equipes em campo, mesma ordem de jogos. Assim podemos marcar o confronto entre catalães x parisiense, um jogo onde a tradição enfrenta o investimento financeiro. Também tivemos o mesmo duelo em 1995, mas com realidades muito diferentes. Agora em 2017, Paris Saint-Germain x Barcelona novamente se enfrentam em um mata-mata da Liga dos Campeões, desta vez nas oitavas de finais, e não foi só a fase que mudou, mas o resultado, pelo menos parcial, sofreu grande alteração.

Apesar do peso da camisa e com um elenco mais forte o Barcelona ruiu perante a um adversário numa noite inspirada. Com anos caindo prematuramente na fase de mata-mata, o PSG esperava que seu investimento tivesse um bom rendimento também fora da França, e após tentativas frustradas, duas delas em virtude do Barça, parece que o time da capital francesa finalmente não só furou como triturou a pedra no seu sapato. Um jogo que nem o mais otimista torcedor do PSG poderia esperar, um sonoro placar de 4x0.


O jogo foi uma verdadeira aula de futebol, e dessa vez o aluno era o Barcelona.O trio sul-americano do time francês (Lucas que entrou no segundo tempo, Dí Maria e Cavani, estes dois aniversariantes do dia) superou e muito o trio catalão. Principalmente no duelo entre "hermanos". Enquanto Dí Maria, foi a grande estrela do jogo, marcando duas vezes, Lionel Messi foi apagado pela defesa adversária, assim como seus companheiros de ataque. Cavani e Draxler completaram a goleada que deixa o Barcelona em péssimos lençóis, que poderiam ser piores se Ter Stegen não tivesse salvado a equipe em alguns lances.


Agora, o Barcelona necessita de um milagre, o mesmo que necessitava em 2013 após perder a primeira partida também 4x0, dessa vez para o Bayern de Munique, campeão da edição. Há três anos atrás, no duelo de volta tivemos outro passeio, vitória bávara por 3x0. Três anos se passaram e o Barça novamente se encontra preste a uma eliminação precoce. Para evitar tal desastre, é necessário um milagre histórico: até hoje das 185 eliminatórias europeias que começaram com 4x0 no jogo de ida, em nenhuma houve virada. Já sabemos que o trio MSN faz maravilhas, mas serão capazes de realizar milagres? Ou finalmente o PSG terminará o trabalho furando esta pedra em seu caminho?

Mais um motivo afastando as arquibancadas do público


No último domingo Flamengo x Botafogo realizaram um clássico sem o brilho de outros momentos. Com as duas equipes voltadas para a Libertadores, o duelo não teve muita expectativa, tanto que o alvinegro foi com time reserva para a partida. Dentro de campo vitória do Flamengo por 2x1, o que eliminou o Fogão, contudo a verdadeira derrota para todos aconteceu aos arredores do Engenhão. Numa nova briga dentre torcidas, o saldo desta foi pior: sete pessoas feridas e uma morta, o botafoguense Diego dos Santos.

Este não é o primeiro e está longe de ser o último caso de violência dentre "torcedores". Fiz este post dois dias após o incidente para levar a reflexão de qual ambiente esportivo estão deixando para os descendentes (no caso eu sou um descendente). Nas décadas passadas os estádios eram um local para levarem os filhos, onde a paixão por determinado clube era despertada assim como o amor pelo futebol. Fazia parte da cultura do brasileiro, principalmente das grandes capitais, o futebol aos domingos como canta a música "Domingo, eu vou ao Maracanã".


Contudo com a evolução da televisão (desde a qualidade do som e imagem até a variedade enorme de eventos simultâneos ocorrendo) aliada ao clima de violência que vem se alastrando pelos estádios, o público "correto" vem trocando a emoção das arquibancadas pelo conforto, e principalmente pela segurança, do sofá. É válido ressaltar que uma das principais consequências desta substituição moderna, e a maior presença do futebol internacional sobrepondo o brasileiro, levando os jovens a preferirem muito mais os clubes estrangeiros aos nacionais, uma vez que o único meio entre eles e as equipes é a TV, não participando diretamente na vida dos clubes.

Assim, o futebol brasileiro vem sendo estragado cada vez mais. Inclusive, este caos que vem se instalando nos estádios vem afastando cada vez mais o torcedor, fazendo com que o esporte perca o seu brilho, sendo este um dos principais argumentos contra o futebol moderno. São muitas as mudanças que devem ser feitas a fim de reverter este quadro crítico, para voltarmos com as arquibancadas que abraçavam as famílias num tradicional domingo de futebol

(acompanhe a trilogia aqui no blog que confrona).

Tensão, sufoco e emoção marcam empate vitorioso do Botafogo


Após a alteração no formato da Libertadores, a fase conhecida como "pré" foi subdividida em outras, e na segunda delas Botafogo x Colo Colo fizeram um confronto para definir quais das duas equipes passariam adiante na competição. Na partida de ida, o Fogão foi dominante em boa parte do jogo, chegando a abrir 2x0 tendo total controle da partida, contudo num desvio acidental no chute de Parede,s o time chileno descontou a cresceu na partida quase empatando o confronto. Final 2x1, com este gol fora de casa podendo decidir o confronto, e quase foi assim.

No jogo de volta, logo no início com um erro bobo na área botafoguense o Colo Colo abriu o placar e como havia marcado fora de casa ia avançado de fase. O panorama do jogo mudou totalmente, com uma formação voltada para o contra-ataque, o time Carioca teve que alterar totalmente sua estratégia, enquanto que o time chileno restava segurar a vantagem por muito tempo, usando todos os meios possíveis, inclusive a catimba. Após o gol, o jogo ficou equilibrado com o Colo Colo criando algumas chances e o Botafogo com um pouco mais de dificuldade na construção de jogadas.

Na segunda etapa, o dedo do técnico fez a diferença. O Botafogo voltou mais perigosos, contudo errando alguns lances infantis que poderia ter prejudicado a equipe posteriormente. Mas num contra-ataque (ironia pois esta era a estratégia para o jogo, antes de começar perdendo), o que mostra que o Colo Colo estavam buscando o gol e tentando segurar a posse de bola, o Botafogo empatou com Rodrigo Pimpão, numa bela jogada com trocas de passes, com participação de Rodrigo Lindoso e Guilherme (que haviam entrado), botando fogo literalmente no duelo.


Depois do gol o goleiro alvinegro Gatito caiu após ser atingido por um objeto que veio das arquibancadas (vergonha isso acontecer ainda). Bebendo do próprio mal, os chilenos acreditando ser uma catimba, tumultuaram a partida o que justificou os sete minutos de acréscimos, contudo de nada adiantou e segurando bem a pressão e criando jogadas (não aproveitadas) para matar o confronto, o Glorioso garantiu a classificação. Agora na terceira fase o clube carioca terá pela frente Independiente del Valle/Olimpia. 


Millonarios 1(2)x(4)1 Atlético-PR

Se a emoção não foi suficiente na partida citada acima, temos também o Atlético-PR que jogava pela mesma fase.  Após vencer no primeiro o Millonarios por 1x0, no jogo de volta o Furacão perdeu pelo mesmo placar. Como previa o regulamento: Disputa por pênaltis. Mesmo jogando em território inimigo Weverton e o travessão ajudaram se destacaram, e o time paranaense venceu por 4x2 nas penalidades. Na próxima fase o Atlético enfrentará Deportivo Capiatá/Universitário.

New England Patriots consegue virada "impossível" contra Atlanta Falcons e conquista o Super Bowl LI


O grande jogo começou diferente do que a maioria esperava. As defesas estavam fazendo boa partida, até o momento em que o ataque de Atlanta surpreendeu conseguindo pontuar enquanto sua defesa não permitia o mesmo para New England. A partida chegou a estar 28x3 para os Falcons, contudo a surpresa agora foi do lado dos Patriots. Comandados por Brady, a experiência pesou e o time de Boston conseguiu empatar a partida levando a decisão para prorrogação, onde novamente a tradição falou mais alto e New England venceu a partida, conquistando seu quinto Super Bowl.

No primeiro período, os dois times defensivos estavam fazendo um excelente trabalho, tanto que o quarto terminou zerado. Mas na volta para a segunda parte do primeiro tempo, Matt Ryan e seus companheiros conseguiram superar a defesa dos Patriots, assinalando o primeiro touchdown da partida. Já Brady não teve o mesmo sucesso, não conseguindo nenhum TD, apenas um Field Goal no finzinho do período, enquanto o Atlanta ainda chegou à endzone adversária mais duas vezes ainda no segundo quarto, uma delas com Robert Alford após interceptar Tom Brady correndo 82 jardas. Pausa para o intervalo com 21-3 Falcons.


Depois do HalfTime Show comandando por Lady Gaga, o que era ruim ficou pior para New England. Com a posse de bola, no início do segundo tempo, os Falcons anotaram mais um TD aumentando a vantagem para 25 pontos, vantagem esta que nunca tinha sido revertida em Super Bowl antes. Contudo, os Patriots finalmente conseguiram avançar até a endzone adversária marcando mais seis pontos, todavia as coisas pareciam estar todas contra New England, e no chute do extra-point Gostkowski mandou a bola na trave.


Mesmo com este erro incomum no extra-point e o off-side kick ter dado errado, New England não desistiu. Após uma campanha sem pontos de Atlanta, Gostkowski conseguiu marca mais um Field Goal. O ataque dos Falcons por sua vez não estava conseguindo pontuar, enquanto a defesa adotou a tática perigosa de "facilitar" passes curtos para gastar o tempo e manter a vantagem (talvez esse seja o motivo da derrota), todavia eles que o camisa 12 do outro lado gosta de jogar assim, e viram o abismo entre as equipes no placar se encurtar.

Os Patriots precisavam de dois touchdowns com duas conversões de mini-touchdowns (o que parecia impossível, principalmente com o erro no extra-point). Mas o impossível aconteceu. Com o fumble sofrido por Ryan, recuperado pela defesa de New England na linha de 25 jardas, Brady despertou o monstro que havia dentro dele e conseguiu mais um touchdown com conversão do mini-td. Ainda restavam seis minutos, o suficiente para os Patriots recuperarem a bola, com ajuda da torcida atrapalhando o ataque dos Falcons e numa campanha absurda de 91 jardas conseguir o touchdown acompanhando da conversão de dois pontos levando o jogo até então resolvido para o Overtime.


E dessa vez, o time não nadou e morreu na praia. Com a primeira posse de bola na prorrogação, os Patriots precisavam apenas de um touchdown para completar a reação heroica. Numa campanha irretocável, Brady não tomou conhecimento da defesa adversária (o oposto do início do jogo) e marcou o TD após corrida de James White, encerrando a partida e conquistando o quinto título de New England Patriots. Uma noite para entrar na história, não só do Futebol Americano, como também de todo o esporte.

Curiosidades acerca do Super Bowl LI - Um evento que não se limita apenas ao esporte


No primeiro post falando do Super Bowl LI, comentamos um pouco sobre as duas franquias que estarão duelando nesta noite na busca do título da NFL. Neste artigo, discorreremos sobre algumas curiosidades, principalmente ligadas à questão financeira, sobre o megaevento desta noite, que deixou de ser apenas um espetáculo esportivo, se tornando um grande show de entretenimento.

Começando pelos ingressos. Caso você queria assistir o jogo de pertinho, será necessário desembolsar uma quantia de dois mil dólares (R$ 6 290,00) segundo o site de reservas Stub Hub, para acompanhar a partida do "pior" local do estádio. Se você tiver condição financeira, e quiser assistir o evento de uma posição mais privilegiada, você poderá optar por um camarote com "comes e bebes", além de uma das melhores vistas para o campo. Nessas condições, um camarote fechado no NGR Stadium pode custar cerca de 434 mil dólares (R$ 1 300 000,00).


E não só os ingressos são caros, os segundos de propagandas durante o intervalo também são valorosos. A CBS, rede de televisão estadunidense por exemplo, ganhar 5 milhões de dólares (R$ 17 000 000,00) para cada 30 segundos de propaganda (em 1967 as cifras não ultrapassavam os 42 mil dólares). Tais valores absurdos tem explicação na procura por ingresso e audiência gigantesca que o Super Bowl recebe. Na edição do ano passado, cerca 112 milhões de pessoas acompanharam o evento somente dentro dos Estados Unidos, sendo o terceira maior recorde ficando atrás de 2014 e 2015, que tiveram 115 milhões de telespectadores em cada ano.


Os jogadores por sua vez recebem uma bolada. Segundo o jornal Boston Globe, cada atleta do time vitorioso vai receber cerca de R$ 332 000,00, enquanto cada participante do time derrota ganhará como consolação R$ 164 000,00. Já os artistas que se apresentam no Halftime show não recebem cachê, pois a exposição que o Super Bowl fornece já é o suficiente. Lembrando que neste ano, o show do intervalo fica por conta de Lady Gaga.

Saindo do meio financeiro e indo para os "comes e bebes" estima-se que 14,5 toneladas de batatas fritas, 1,25 bilhão de asinhas de frango, 1,8 toneladas de pipoca, 4 milhões de pizzas e 4 toneladas de guacamole são consumidas durante o jogo. Para beber, lá se vão "apenas" 50 milhões de garrafas de cerveja. Como dito no início do post, o Super Bowl é um evento que transcende o mundo esportivo.


O show será na casa do Houston Texans, no NGR Stadium, com capacidade para 71 795 pessoas. Esta será a terceira vez que a casa do Houston Texans recebe a final da NFL, tendo sediado também em 1974 e 2004. Os Falcons chegam em seu segundo Super Bowl, tendo perdido o primeiro em 1998 para o Denver Broncos. Já os Patriots possuem quatro anéis em oito partidas disputadas, tendo ganhado a última em 2015. A bola voa às 21h30min horário de Brasília, com Lady Gaga agitando o Halftime Show!

Acompanharemos o tempo real da partida em nosso twitter - @FCGols.

Hoje é o Super Bowl LI -Breve análise para New England Patriots x Atlanta Falcons


Hoje é o grande dia no qual descobriremos o novo campeão do Super Bowl. Em sua quinquagésima primeira edição, New England Patriots x Atlanta Falcons decidem o título da NFL. Neste post iremos discorrer brevemente sobre a campanha das duas equipes e a expectativa para o jogão desta noite. Também iremos postar um outro artigo falando sobre as curiosidades do megaevento desde Domingo.

Vamos começar pelas últimas campanhas de ambas as equipes. O New England Patriots que na temporada passada parou na defesa monstruosa de Denver Broncos na final de Conferência, neste ano não teve grandes problemas, mesmo sem Brady nas primeiras partidas, New England teve a melhor campanha na temporada regular com duas partidas tranquilas nos playoffs. Já o Atlanta, que no ano passado havia começado muito bem, mas não conseguindo chegar à pós-temporada, fez um excelente campeonato mostrando ser de fato a melhor equipe da NFC, principalmente após a grande final contra o Green Bay Packers.


Este duelo apresenta, pela 6ª vez seguida, o confronto entre o melhor ataque (Atlanta), e a melhor defesa (New England) da competição. Também estão presentes os dois melhores jogadores da temporada. De um lado o MVP da temporada regular Matt Ryan que em sua nona temporada na NFL chega à sua primeira final. Amigo de Brady, Ryan chegou a pedir conselho aos irmãos Mannings (conhecidos por serem carrasco do quarteback dos Patriot, Eli sendo o único a vencer Brady no Super Bowl e Peyton, eleito cinco vezes o melhor jogador.).


Do outro lado temos Tom Brady, o veterano de 39 anos que esteve no comando do ataque da equipe nos quatro títulos de New England, perdendo apenas duas vezes em Super Howl. Das 12 partidas em que esteve em campo na temporada regular, os Patriots venceram 11. Caso conquiste seu quinto título, Tom superaria nada mais nada menos que Terry Bradshaw e Joe Montana, sendo o primeiro a conseguir cinco anéis.

O jogo promete ser disputado. De um lado o Atlanta chega como uma novidade levando em conta a última temporada, com um time menos experiente (somando todos os jogadores temos apenas cinco aparições em Super Bowl) e com Dan Quinn no comando do time desde 2015 apenas, enquanto Bill Belichick está nos Patriots desde 2000 após uma aparição nos Browns na década de 90. Talvez por esses motivos, New England tenha um certo favoritismo, mas de qualquer forma o Atlanta pode surpreender novamente levando o primeiro título de sua história.


O show será na casa do Houston Texans, no NGR Stadium, com capacidade para 71 795 pessoas. Esta será a terceira vez que a casa do Houston Texans recebe a final da NFL, tendo sediado também em 1974 e 2004. Os Falcons chegam em seu segundo Super Bowl, tendo perdido o primeiro em 1998 para o Denver Broncos. Já os Patriots possuem quatro anéis em oito partidas disputadas, tendo ganhado a última em 2015. A bola voa às 21h30min horário de Brasília, com Lady Gaga agitando o Halftime Show!

Acompanharemos o tempo real da partida em nosso twitter - @FCGols.

Futebol Clássico vs Futebol Moderno: As mudanças até os dias atuais


Depois de um tempinho voltamos com nossa trilogia comparando ponto a ponto o futebol antigo com aquele que assistimos atualmente. No post inicial, mostramos as características do primeiro em diversos âmbitos, e agora neste artigo iremos colocar as diferenças apresentadas pelo futebol moderno em contraponto ao que foi mostrada no texto anterior.

Rendimento dentro do campo


No primeiro artigo trouxemos alguns números que retratam como era o desempenho dos futebolistas no passado, e estes dados serão comparados aqui. Atualmente, um jogador percorre cerca de 13 quilômetros por partida, com velocidade média de 15 km/h. A média VO2 (unidade de medida que avalia o volume máximo que uma pessoa consegue absorver dos pulmões em uma unidade de tempo) também aumentou, chegando a 65 mililitros por quilo a cada minuto. Os goleiros também evoluíram, e hoje eles possuem uma impulsão 15 cm maior quando comparada à dos anos 70.


Estas estatística mostram uma mudança de um jogo mais técnico e estático para um mais intenso, rápido e com desgaste físico bem maior. Parte dessa mudança está relacionada ao modo de se defender. Agora, não apenas a zaga e os volantes possuem essa função, mas também os meias e em alguns casos até mesmo os ataques (como o Atlético de Madrid de Simeoni). Esta reposição tem o custo da movimentação constante dos jogadores de frente, indo ao ataque e voltando para recompor a marcação.


A parte ofensiva também foi alterada significativamente. Hoje, além dos dribles inovadores e jogadas ensaiadas, há um número muito maior de esquemas que podem ser usados para quebrar a defesa congestionada. Um exemplo é o tradicional falso 9, que substitui o jogador grandão que briga nas bolas aéreas por outro com maior movimentação, saindo constantemente da área, deixando o time sem uma referência propriamente dita (como o Barcelona de Guardiola). Outra mudança que ocorreu foi na função dos pontas, que agora não se restringem a apenas cruzar, mas também exercem a função de finalizadores (como CR7 e Bale no Real Madrid).


Condições de jogo

Dos equipamentos rudimentares aos equipamentos recheados de tecnologia de ponta, assim se modificaram os instrumentos de trabalho no futebol. Vamos usar como exemplo a Brazuca, bola utilizada na última Copa do Mundo. Diferente das anteriores, seus gomos foram ligados por um processo que envolve calor, dispensando assim o uso de linhas e costuras, além de ter o grau de rugosidade alto, impedindo que a bola desvie da trajetória inicial devido a resistência do vento (o oposto ocorria com a Jabulani que sofria este efeito, chamado de knuckling effect). A Brazuca é revestida com poliuretano, material artificial que torna a bola impermeável, com isso a bola é a mesma em casos de chuva ou em dias quentes e secos.

E as chuteiras não ficam atrás nesta corrida. Os detalhes estão presentes desde às solas e amortecedores até o acabamento e o peso do produto. Há chuteiras feitas de material sintético ou mesmo de couro. Assim, além de ficar mais confortável, o calçado impede a queda no desempenho por fatores externos, como o peso já citado anteriormente, o desconforto que pode gerar lesões, a aderência com o gramado dentre outros. Assim, o futebol fica cada vez mais decidido pelo próprio jogo.


Apesar da grande evolução nos materiais esportivos, incluindo camisas, é possível ver a tecnologia empregada em outras ferramentas, desde a recuperação mais rápida até análise de desempenho dos jogadores. Contudo, há ainda espaços não preenchidos pelos aparelho tecnológicos, algo que parece estar mudando a partir da implantação do chip da bola indicado se foi gol ou não. A ajuda dos árbitros por meio de replays, alerta como este do gol, seriam infinitamente úteis em lances polêmicos diminuindo assim os casos de "roubo" e fazendo com que o jogo fosse justo.


Financeiro


Este talvez seja o grande ponto negativo do futebol atual. Se na década passada, a Europa era a única responsável por tirar nossos jovens talentos por meio do dinheiro, hoje o Oriente Médio e a China se tornaram as grandes protagonistas dessas compras. Assim, percebe-se que houve a perda do amor pela camisa do clube em troca do dinheiro, fazendo com que muitos torcedores perdessem a paixão pelo futebol. Fora o fato dos conhecidos como "mercenários", como Ronaldinho em seu retorno ao Brasil, tendo abandonado o Grêmio, Robinho que foi para o Atlético-MG, Guerrero tendo saído do Corinthians após se tornado um ídolo do time, Diego Tardelli tendo ido para o Shandong Luneng após uma temporada espetacular pelo Galo, fora os casos dos atletas internacionais. Tal realidade acaba atrapalhando o brilho do futebol.


Arquibancada

Com o aumento das medidas de segurança, muitos ingredientes rotineiros no passado foram deixados de lado, como os sinalizadores (que podem ser muito perigosos como no caso do menino, envolvendo o Corinthians) e a famosa geral, que é proibida em jogos de Copa do Mundo por exemplo. De tal forma, para muitos apaixonados por futebol, a linda festa que tinha antigamente está desaparecendo aliada à uma elitização do futebol, pois com os aperfeiçoamentos o ingresso se torna cada vez mais caro, o que impossibilita o acesso pelas massas. Estes motivos talvez sejam os principais pela campanha "contra o futebol moderno".

Terminamos aqui o segundo post desta trilogia falando sobre o futebol moderno com o qual convivemos. No último artigo da trilogia traremos qual é o vencedor e quais pontos podem ser conciliados para o bem do esporte mais amado do planeta!

The Best FIFA Football Awards 2016: Seleção do Ano; CR7 e Lloyd, os reis do futebol em 2016


Após a primeira postagem falando sobre a maioria das categorias do The Best FIFA Football Awards, deixamos esta segunda parte comentando sobre os principais prêmio: a Seleção do Ano, a melhor jogadora, e claro, o melhor jogador de 2016. No feminino, a estadunidense Carli Lloyd superou a brasileira Marta levando o prêmio pelo segundo ano consecutivo, enquanto Cristiano Ronaldo, vencedor da Bola de Ouro, confirmou o favoritismo levando para casa o quarto título.


The Best FIFA Women's Player

Com cinco premiações e quatro segundos lugares, a brasileira Marta a figurar entre as três melhores do planeta, mas dessa vez o posto de rainha do futebol ficou novamente com Carli Lloyd (20,68%), de 34 anos do Houston Dash. Além da brasileira que ficou na segunda posição (16,60%), a estadunidense superou a favorita Melanie Behringer (12,34%), do Bayern de Munique e da Seleção Alemã.


The Best FIFA Men's Player

Se no feminino tivemos surpresas, no masculino o favoritismo do português Cristiano Ronaldo deu certo. Com uma temporada repleta de títulos, dentre eles a Eurocopa inédita com Portugal, CR7 também conquistou a Bola de Ouro, entregue pela France Football. O jogador do Real Madrid superou o seu rival Lionel Messi, que ficou em segundo com 26,46% dos votos e Antoine Griezmann (7,53%) do Atlético de Madrid. Esta é quarta vez que o português fatura o prêmio, sendo o segundo maior vencedor da história.


FIFAPro World11

A Seleção dos 11 melhores contou com a presença esmagadora de jogadores do Real Madrid e Barcelona, sendo que estes, com dois brasileiros na lista, Daniel Alves pela sexta vez e Marcelona pela terceira. Confira a escalação: Manuel Neuer (GL); Daniel Alves, Gerard Pique, Sergio Ramos, Marcelo (ZG); Luka Modric, Toni Kroos, Andres Iniesta (MC); Lionel Messi, Luis Suárez, Cristiano Ronaldo (AT).

Terminamos então os posts falando sobre a maior festa de gala do futebol. Agora é vê-los brilharem novamente ou assistirmos novas estrelas surgirem neste ano.

The Best FIFA Football Awards 2016: Vencedores nos treinadores e Prêmio Puskas


Nesta segunda-feria tivemos o The Best FIFA Football Awards 2016, a primeira edição após a dissociação com a revista France Football, que organiza a premiação da Bola de Ouro. Vamos dividir o post em duas partes, a primeira falando sobre a maioria das categorias e também o Prêmio Puskas. Já a segunda deixaremos para comentar sobre os destaques da festa de gala.


Melhores treinadores

O melhor treinador masculino foi nada mais nada menos que Claudio Ranieri, técnico do Leicester, que faturou de maneira incrível a Premier League 2015/16, derrubando todos os gigantes e milionários. O italiano venceu Zinedine Zidane, do Real Madrid, campeão da Liga dos Campeões, e Fernando Santos de Portugal, campeão da Euro. No feminino, Silvia Neid campeã Olímpica com a Alemanha, superou as concorrentes Jill Ellis dos Estados Unidos e a sueca Phil Sundhage, ficando com o prêmio.


Fair Play

De forma merecida, o prêmio Fair Play entregue por Carlos Puyol foi para o Atlético Nacional da Colômbia pela homenagem prestada às vítimas da tragédia sofrida pela delegação da Chapecoense.  Já FIFA Fan Award foi dado às torcidas do Liverpool e Borussia Dortmund, pela homenagem às vítimas da tragédia de Hillsborough de 1989 ao som de You'll Never Walk Alone nas quartas de finais da Europa League. As outras torcidas que disputavam o prêmio eram da Islândia pela atuação na Eurocopa e as do Feynoord e ADO Den Haag, numa campanha para ajudar crianças que estão doentes fazendo tratamento em um hospital local, inclusive levando-as para a partida.



Prêmio Puskas

Dessa vez não deu Brasil. Se na edição passada, o prêmio ficou com Wendell Lira, neste ano, o autor do gol mais bonito foi o malaio Mohd Faiz Subri com 59,46% dos votos. O golaço de falta ocorreu no dia 16 de Fevereiro, numa vitória de 4x1 contra o Pahang, no campeonato local. Além de vencer o brasileiro Marlone (22,86%), Subri desbancou também a venezuelana Daniuska Rodríguez (10,01%). Os demais competidores ficaram com 7,68%. Um fato que marcou a entrega do prêmio foi a pequena enrolação com o celular na hora de fazer o discurso (confira no vídeo no início do post).


Também tivemos homenagens individuais a brasileiros. A lenda Falcão levou o Outstanding Career Award, em virtude de sua carreira espetacular no futsal, tendo se aposentado neste ano após a Copa do Mundo. Assim enceramos nosso primeiro post falando sobre a festa de gala da FIFA este ano. Daqui a pouco teremos o segundo artigo.

Futebol Clássico vs Futebol Moderno: As característica do futebol antigo


Fala galera! Estamos começando aqui mais uma Trilogia do blog, dessa vez falando sobre um tema bastante polêmica. Iremos tratar aqui sobre a "rivalidade" entre o Futebol Clássico e o Futebol Moderno, podemos assim ser chamados. Neste primeiro post trataremos sobre o futebol de nosso pais e avós e suas principais características, desde o rendimento dentro dos gramados até as situações além das quatro linhas.

Rendimento dentro do campo

Uma das diferenças mais perceptíveis é o desempenho dos atletas do passado em comparação com aqueles que estão na ativa atualmente. Vamos trazer primeiramente alguns números do passado, que serão comparados com aqueles que estarão no segundo post da Trilogia. Antigamente, um jogador percorria cerca de 8 quilômetros por partida, com velocidade média de 12,5 km/h. A média VO2 (unidade de medida que avalia o volume máximo que uma pessoa consegue absorver dos pulmões em uma unidade de tempo) era de 55 mililitros por quilo a cada minuto.

Tais números mostram que atualmente exige um preparo físico superior em relação ao passado. Antes a função defensiva se restringia aos volantes e sistema defensivo, enquanto o meio para frente se preocupava com a criação de jogadas. Assim existia mais espaço e tempo para tomar uma decisão, como um passe ou um drible por exemplo. A defesa por sua parte, era mais estática com zagueiros mais durões, fortes na disputa área e esperando o atacante tomar a decisão.


Na parte ofensiva, além da dedicação quase exclusiva em atacar, temos os tradicionais pontas, cuja função antes era cruzar para o chamado "camisa 9" da equipe. Também é válido assinalar a falta de mobilidade tática da equipe ao longo da partida, onde cada um deveria fazer apenas a sua determinada função, fazendo com que as surpresas aos adversários se restringissem apenas ao drible e em jogadas individuais.


Condições de jogo

Algo que evoluiu consideravelmente foram os equipamentos esportivos, com a adesão da tecnologia nos esportes. A bola antes era pesada mais pesada, propensa a se deformar conforme a partida ocorria, algumas ainda absorviam a água da chuva para piorar, como a da Copa de 1962, além do fato de algumas machucarem a cabeça dos jogadores no cabeceio, como a que Charles Miller trouxe para cá. Lembrando que a primeira Copa do Mundo teve duas bolas utilizadas na final, uma da Argentina e outra do Uruguai.



Outro acessório importantíssimo que foi se modernizando ao longo do tempo foram as chuteiras. As primeiras eram feitas para a proteção do pé, com bicos de aço e pregos na sola. Em dias chuvosos, poderiam pesar até 1 kg. Depois fatores como mobilidade e conforto foram sendo levados em consideração, ainda mais com a briga de fabricantes. Devemos lembrar também que uniformes e condições de gramados também tiveram grandes mudanças.



Financeiro

Algo que mudou demais foi o duelo entre Paixão x Dinheiro. As maiores estrelas de todos os tempos de cada clube brasileiro em sua maior parte residem no passado. Pelé no Santos, Zico no Flamengo, Dinamite no Vasco, Garrincha no Botafogo, Reinaldo no Atlético-MG, além de outros. Podemos afirmar que tais jogadores atuavam muito mais pelo amor ao clube do que pelo dinheiro. Um exemplo claro disso é que o que Neymar recebe em um dia equivale ao que Pelé ganhava em um mês. Por isso, muitos torcedores perderam a paixão pelo esporte, onde alguns ídolos acabaram trocando o amor ao clube pelo dinheiro, sendo chamados de mercenários.



Arquibancada

Além da questão de amor ao time, outra coisa que leva a muitos torcedores mais antigos a preferirem o futebol de outrora é a festa nas arquibancadas. No passado, a festa reunia diversos ingredientes, desde efeitos pirotécnicos como sinalizadores e fogos de artifício, até determinados setores marcantes, como a famosa Geral do antigo Maracanã, espaço este conhecido como "o espaço mais democrático do futebol carioca", extinto em 2005. No passado, não existia tantos pequenos detalhes cobrados hoje, dando um espaço maior para a festa, além do fato de ser acessível a praticamente todas as pessoas.

Bom, terminamos aqui nossa primeira postagem de nossa trilogia. No próximo post trataremos das mudanças ocorridas em cada um dos pontos citados anteriormente neste texto. Até lá!

Feliz 2017!


Mais um ano está chegando ao fim. O blog esteve a todo vapor durante a Eurocopa e os Jogos Rio 2016, tendo dado uma parada depois, mas voltando com tudo neste mês. Sobre 2016, podemos falar que foi um ano marcado por fatos que entraram para a história, desde acontecimentos inéditos até tragédias. No âmbito esportivo, tivemos diversas experiências, algumas espetaculares e extraordinários e outras extremamente tristes. Cada um de nós teve problemas, soluções, alegrias e tristezas, e que neste novo ano que se inicia Deus possa abençoar a cada um de nós para este ciclo que começa a partir da 00h00.

Enfim, desejamos a todos um Feliz 2017!

Red Bull Esportes - Times de futebol II e esportes de inverno


Chegamos à nossa última parte de nossa trilogia. Após falarmos dos esportes de adrenalina, automotores e de algumas equipes do futebol, encerraremos comentando sobre os outros dois clubes pertencentes à empresa, o de New York e o de gana e também da área de influência da Red Bull em outras modalidades, como o hockey de gelo e o basquete.


Começando com aquele que ilustra o início deste texto, vamos falar do New York Red Bull. Assim como a maioria, a equipe que antes se chamava New York MetroStars foi comprada em 2006 pelos austríacos. No início, os resultados foram medianos, até a o ano de 2010. A partir dessa temporada, a equipe contava com um estádio próprio, o Red Bull Arena, além da contratação de grandes estrelas como Thierry Henry e Rafael Márquez, por meio da Lei de Bechkan, estratégia tal adotada por outros times estadunidenses. Com tais jogadores, a equipe conquistou a MLS Supporter's Shield (time com mais pontos na classificação) em 2013 e 2015, sendo um força do futebol estadunidense atualmente.



Encerrando a parte futebolística da trilogia, é a vez da equipe menos conhecida dos austríacos, o Red Bull Ghana. A equipe sediada em Sogakope foi fundada em 2008 como academia de futebol tendo disputado em 2010, aí sim como clube, a Division One League, equivalente a série B. No final de 2011, o time fez sua estreia na Ghanaian FA Cup. Mas em 2014, a Red Bull aboliu a equipe, que se fundiu com o Feyenoord Academy to West African Football Academy.


Além dos times no futebol, a Red Bull ainda tem bastante presentes em eventos no gelo, como fortes equipes no hóquei de gelo. O CE Red Bull Salzbug, que disputa liga austríaca sendo heptacampeão da competição, tendo vencido as três últimas edições. Há também o EHC Red Bull München, atual campeão da da Deutsche Eishockey Liga. Saindo do hóquei, indo para a descida de patins no gelo, existe o Red Bull Crashed Ice, evento no qual os patinadores descem em um ambiente urbano, numa faixa que inclui curvas acentuada e desníveis elevados.

Parte 2 - Red Bull Esportes - Os destaques no futebol

Há ainda outro eventos, como o Red Bull King of The Rock (basquete de rua), o Red Bull X-Fighters (motocross freestyle) e o Red Bull BC One (dança de rya), mas que não caberiam apenas em três postagens. Assim terminamos nossa trilogia sobre esta empresa gigante, sendo reconhecida por todos em alguns pontos, mas que tem uma área de influência enorme: A Red Bull.