Retrospectiva 2017: Mancha negra no Pós Olimpíada é destaque no esporte


A Retrospectiva continua e o assunto hoje é o ano esportivo que teve como principal notícia o legado manchado da Rio 2016.

O futuro do MMA brasileiro depois de um ano ruim

No ano do MMA o Brasil assistiu à queda dos ídolos do passado e o surgimento de novos lutadores como Rafael dos Anjos que subiu de peso e pode enfrentar o campeão Tyron Woodley. Cris Cyborg e Amanda Nunes são as detentoras do título pelo Brasil sendo que Cyborg se tornou campeã nos penas e a Leoa defendeu brilhantemente seu título. Já para Anderson Silva e José Aldo um ano pra ser esquecido. O Spider até que começou bem o ano vencendo Derek Brunson por pontos, mas foi flagrado em exame antidoping e José Aldo perdeu o cinturão para Max Holloway duas vezes. O americano Jon Jones caiu de novo no doping e perdeu o cinturão de campeão dos pesados que havia sido reconquistado em julho. Já o irlandês Conor McGregor desafiou o campeão de boxe Floyd Mayweather trocando o octógono pelos ringues e acabou sendo derrotado pelo americano no combate.

O retorno em grande estilo ao topo do tênis


Três anos depois o espanhol Rafael Nadal reassumiu o posto de tenista número 1 superando uma série de lesões que desgastaram seu preparo físico recentemente. Nadal e o suíço Roger Federer foram os donos do circuito de tênis na temporada onde cada um ganhou dois Grand Slams. Federer venceu na Austrália e em Wimbledon enquanto Nadal faturou Roland Garros e o US Open. Andy Murray e Novak Djokovic despencaram no ranking devido à lesões enquanto isso surgiram novos nomes no ranking como o austríaco Dominic Thiem, o búlgaro Grigor Dmitrov e o alemão Alexander Zverev.

Nenhum brasileiro figura no Top 100 do ranking da ATP em simples, mas nas duplas o número 1 é brasileiro. Marcelo Melo ao lado do polonês Lukasz Kubot venceu neste ano o torneio de Wimbledon e ficou com o vice do ATP Finals e fecha o ano como melhor duplista do mundo. No ranking feminino a liderança é da romena Simona Halep seguida pela espanhola Garbine Muguruza.

Vôlei começa ciclo sob nova direção


O vôlei brasileiro iniciou este ano um novo ciclo visando os Jogos Olímpicos de Tóquio. No time masculino Bernardinho deu lugar à Renan Dal Zotto. O novo técnico chegou à final da Liga Mundial perdendo pra França que conquistou seu segundo título tendo como destaque o atacante Earvin Ngapeth, melhor atacante do mundo. No feminino o Brasil ganhou o Grand Prix vencendo na decisão a Itália por 3 sets a 1 conquistando seu 12º título na competição. Na Superliga o título feminino foi para o Rexona - RJ e no masculino o campeão foi o Sada/Cruzeiro. O time de vôlei feminino do Brasília chegou aos playoffs mas foi eliminado pelo Praia Clube.

O ano que o basquete brasileiro corre atrás do prejuízo


O basquete brasileiro saiu da suspensão imposta pela FIBA e voltou a participar de competições internacionais. Guy Peixoto foi eleito o novo presidente da CBB e iniciou uma gestão que tem como objetivo reerguer o basquete abalado depois das denúncias de corrupção na gestão anterior. Ele conseguiu acabar com a suspensão imposta pela FIBA, pois sabe que tem muito pela frente. A seleção masculina disputou duas competições: fracassou na Copa América ficando de fora dos Jogos Pan Americanos de Lima em 2019 e começou sua caminhada nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2019 na China vencendo seus dois primeiros jogos contra Chile e Venezuela sob o comando do novo treinador Aleksandar Petrovic , já a seleção feminina não vai disputar o mundial pois ficou em quarto lugar na Copa América e apenas as três primeiras se classificaram para o torneio.

O Novo Basquete Brasil teve um campeão inédito interrompendo a hegemonia do Flamengo. O Bauru levou o título da competição ao derrotar o Paulistano na série melhor de cinco jogos. A má notícia ficou com a saída do time de Brasília. Por falta de dinheiro o Uniceub não conseguiu as garantias financeiras para seguir e o time que foi tetracampeão nacional se desfez e na NBA o Golden State Warriors recuperou a hegemonia perdida para o Cleveland Cavaliers e nos playoffs só perdeu apenas um jogo no mata mata.O armador Kevin Durant foi escolhido o MVP das finais.

Um ano depois como foi nosso desempenho após a Rio 2016


Um ano após a Rio 2016 o desempenho de nossos atletas nos mundiais foi bom. No mundial de judô disputado na Hungria o Brasil obteve cinco medalhas com o ouro para Mayra Aguiar, a prata por equipes mistas e prata e bronze para David Moura e Rafael Silva além de Érika Miranda levar outro bronze. No mundial de esportes aquáticos o Brasil conquistou dois ouros em provas que não fazem parte do programa olímpico com Ana Marcela nos 25 km da maratona aquática e Etiene Medeiros nos 50 m livre femininos. Na canoagem de velocidade Isaquias Queiroz, dono de três medalhas na Rio 2016 conquistou o bronze no C1 1000 m e no mundial de atletismo Caio Bonfim ficou com o bronze na marcha atlética. As decepções foram pra Arthur Zanetti, sétimo no mundial de ginástica e pro handebol feminino que ficou de fora da segunda fase do mundial disputado na Alemanha ficando em 18º lugar numa decadência tão rápida quanto foi sua ascensão com o título conquistado em 2013. Falta de uma renovação e troca de treinador foram apontados como as causas do fracasso no mundial. Teve ainda a aposentadoria de Poliana Okimoto, medalha de bronze na maratona aquática de 10 Km no Rio.

As sedes olímpicas que virão depois de Tóquio


O movimento olímpico já tem definidas as sedes das próximas edições dos Jogos Olímpicos. Em comum acordo as cidades de Paris e Los Angeles irão sediar as duas edições seguintes depois da Olimpíada de Tóquio. A cidade francesa será sede dos jogos de 2024 cem anos depois de sediar o evento em 1924 e a cidade californiana será a sede da olimpíada de 2028. As duas cidades se juntam à Londres como as cidades que mais vezes foram sedes dos Jogos Olímpicos. Paris foi sede em 1900 e 1924 e Los Angeles sediou os jogos de 1932 e 1984.

Usain Bolt se despede sem brilho


Não foi a despedida que Usain Bolt queria fazer. O raio voltou à Londres, mas desta vez ele não brilhou e perdeu a coroa de homem mais rápido do mundo para o americano Justin Gatlin que finalmente foi campeão mundial nos 100 m rasos. Bolt ainda tentaria ganhar o último ouro no revezamento 4 x 100, mas ele sentiu cãibras, algo raro para ele e não conseguiu terminar a prova de despedida. Bolt sai de cena com 11 ouros em campeonatos mundiais e oito medalhas olímpicas, pois um ouro que ele obteve em Pequim foi cassado devido ao doping de seu companheiro Nesta Carter.

A virada histórica dos Patriots no Super Bowl


A edição 51 do Super Bowl realizada em fevereiro foi vencida pelo New England Patriots que numa virada heroica e épica tirou o sonho do Atlanta Falcons. O time reverteu a desvantagem de 25 pontos que os Falcons tinham no terceiro período e numa virada emocionante reverteu o placar virando o jogo no período final vencendo por 31 x 28. O quarterback Tom Brady foi eleito o MVP da decisão pela quarta vez na carreira.

Havaiano é bicampeão mundial de surfe


Que o Havaí é a meca do surfe todo mundo sabe e em 2017 o havaiano John John Florence conquistou o bicampeonato do Circuito Mundial de Surfe numa grande batalha com o brasileiro Gabriel Medina que levou a decisão até a etapa de Pipeline quando venceu duas etapas em sequência na perna europeia: em Hossegor na França e em Peniche. A decisão em Pipeline foi tensa e Gabriel chegou até as quartas de final sendo eliminado por Jeremy Flores ficando com o vice campeonato e John John acabou chegando à decisão e perdeu pra Flores, mas pouco lhe importava pois o título era dele e em seu quintal.

Um ano depois legado olímpico é manchado 


Um ano depois da realização dos Jogos Olímpicos do Rio o legado virou uma enorme mancha devido ao escândalo de corrupção que causou a renúncia de Carlos Arthur Nuzman. O ano mal havia começado e em janeiro foram divulgadas imagens do estádio do Maracanã completamente abandonado com o gramado em péssimas condições, um mês depois reportagem exibida na Rede Globo mostrava o estado de abandono do Parque Olímpico seis meses depois do evento. A piscina de aquecimento que foi usada pelos atletas estava repleta de água parada, criadouro para a proliferação do mosquito da zika. 

No Parque Radical em Deodoro a piscina de ondas usada na canoagem slalom estava fechada. O Parque foi reaberto e sediou o Rock in Rio. Teve reclamações de atletas olímpicos e paralímpicos que reclamaram das medalhas que se estragaram em menos de um ano e tiveram de ser trocadas. O velódromo sofreu dois incêndios que afetaram a cobertura e por sorte não fez estragos no piso importado, mas nada se compara à denúncias de corrupção que mancharam de vez a Rio 2016.


Em 5 de setembro a Operação Unfair Play (Jogo sujo), um desdobramento da Lava Jato apontou um esquema em que o então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro Carlos Arthur Nuzman era o intermediário na compra de votos armado na escolha do Rio como sede dos Jogos de 2016. Nuzman foi preso junto de Leonardo Gryner, diretor de operações da Rio 2016, indiciados por corrupção. O senegalês Papa Diack é acusado de suborno junto ao empresário Arthur Cesar de Menezes, o Rei Arthur no valor de R4 4,7 milhões e a transferência foi feita três dias antes da escolha do Rio como sede. Nuzman foi preso por ocultação de bens e os agentes descobriram 16 barras de ouro que estavam na Suíça. No dia 5 de outubro Nuzman acabaria preso e libertado oito dias depois. Ele acabaria renunciando à presidência do COB no dia 11 de outubro. Assumia o cargo Paulo Wanderley, ex- presidente da Confederação Brasileira de Judô ao mesmo tempo o COB seria suspenso do movimento olímpico provisoriamente.


A corrupção no esporte não ficou só no COB. Em abril a Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos ficou sob intervenção depois da prisão de Coaracy Nunes por desvio de dinheiro público. Coaracy ficou menos de três meses preso e saiu do comando da entidade onde dirigiu por quase 30 anos. No começo de dezembro foi aprovado o novo estatuto do COB e os atletas passam a ter voz e voto dentro da entidade. Que seja um grande passo para o nosso esporte olímpico evoluir de vez.

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Ceyron Louis

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